Orlando Lima, Vice-presidente do CHEGA Açores confronta Ministro do Ambiente e Transição Energética, João Pedro Fernandes

Orlando Lima, Vice-presidente do CHEGA Açores confronta Ministro do Ambiente e Transição Energética, João Pedro Fernandes

7 de Agosto, 2020 0 Por Azores Today

No dia 7 do corrente mês de Agosto pelas 9:00, nas imediações da Câmara Municipal de Praia da Vitória, encontrando-se João Fernandes na presença da Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro e o Presidente da edilidade praiense, Tibério Dinis, Orlando Lima interpelou o Ministro acusando-o de inação e branqueamento no processo de descontaminação da pegada ambiental norte-americana na ilha Terceira.

De acordo com a Lei de Finanças Públicas Regional, é responsabilidade da República o custo de mitigação da contaminação norte-americana, cabendo-lhe em sede própria a devida articulação com o poluidor. É assim João Fernandes, parte importante no atual processo que queremos seja de descontaminação e mitigação dos danos ambientais e de saúde pública.

Orlando Lima identificou-se ao Ministro e lembrou-lhe o seu papel com entidade que denunciou em 2008 a avassaladora contaminação norte-americana na ilha Terceira, dizendo-lhe que considera lamentável, sendo ele o denunciante desta calamidade, não ter nunca sido por ele ouvido ou por alguém inquirido sobre esta matéria.

Note-se que os únicos esclarecimentos prestados foram ao Diretor Regional do Ambiente e à Comissão de Ambiente da Assembleia Regional a quem apresentou as suas preocupações gerais, tendo de modo bastante informal explicado ao autarca praiense a dimensão do problema.

Não foi nunca ouvido por nenhum dos grupos de trabalho que por cá têm passado.

E é por isso mesmo que durante os trabalhos de remoção de oleodutos no lugar do Pau Branco, em 2016 teve lugar um derrame catastrófico de JP-4, que tem e terá consequências ambientais graves e cuja mitigação, em modo de trazer por casa, custará mais de um milhão de euros. A presença deste combustível encontra-se claramente identificada em todas as apresentações efetuadas pelo dirigente do CHEGA.

Mas não ficou por aí. Orlando Lima acusou o Ministro de participar na tentativa de branqueamento da dimensão desta catástrofe ambiental.

Disse-lhe que sendo válido estarem a decorrer obras para o fornecimento de água de qualidade a 20% da população afetada, 80% do fornecimento de água está por resolver. Mais disse, que é inadmissível estarem entretanto a fornecer água contaminada às populações quando deveriam estar distribuindo água engarrafada às famílias afetadas.

Análises efetuadas a água extraída nos poços situados no graben das Lajes, distribuída pela Câmara Municipal da Praia da Vitória, apresentam resultados indicadores de contaminação.

A ingestão de água contaminada por hidrocarbonetos, solventes e metais pesados na Praia da Vitória, pelo seu valor residual não representa um risco de saúde pública para o consumidor ocasional. Para o residente, por via da sua bioacumulação, este risco é real e faz-se tragicamente sentir na saúde dos praienses.

O Ministro não se pronunciou sobre os múltiplos problemas que lhe foram apresentados, limitando-se a meter a viola no saco, dizendo “Bem, é a sua opinião.”

É também por isto que dizemos CHEGA!

 

Fonte: Chega Açores