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43ª Comissão Bilateral Permanente, “um passo em frente no desenvolvimento de um entendimento partilhado”…

A  43ª Comissão Bilateral Permanente, CBP, reuniu a 15 de Julho e pelo que relata, foi um baba ovo de americano.

Em primeiro lugar apresentaram as suas preocupações relativamente às estratégias relativas ao combate ao COVID-19. A defesa da vida. Muito bem! Mas logo tudo estragaram pelo que cito “Ambos os países partilharam boas práticas no combate aos efeitos da pandemia, incluindo em termos de promoção de uma recuperação económica robusta, de apoio à saúde pública global”. Esta foi à laia de «conversa de puta». Falemos bem de nós, já que mais ninguém fala.

António Costa com a sua governação despesista e à vista, condenou Portugal à condição de depender de esmola para sobreviver e é neste senário de pandemia que tem um dos piores resultados europeus, quando visto em casos por Milhão de habitantes, claro. Os Estados Unidos são somente o pior resultado mundial, só seguido pelo Brasil que se encontra desgovernado. O remendado elogia o roto e vice-versa.

Por outro lado, tudo indica que relativamente à contaminação norte-americana na ilha Terceira, tanto Santos Silva como os norte-americanos, compactuam para que o tempo se encarregue de fazer esquecer este crime ambiental e de saúde pública. Mas tal não irá acontecer!

Tenha eu voz, enquanto os senhores fornecerem água contaminada às populações e casos de saúde associados a exposição direta, mutação genética e bioacumulação, forem enchendo as salas dos nossos hospitais, nomeadamente com doenças crónicas, entre elas muitas patologias cancerisnas e más formações congénitas que já as há, sem que nada seja feito, por cá estaremos para vos lembrar.

Conhecido que é hoje o drama em que vivemos, quando um se calar outro virá obviamente ocupar este espaço de militância, o mote de partida está dado.

Mas olhemos o documento.

Menos importante do que as questões ambientais para a CBP, só as questões laborais.

Quando abordamos qualquer assunto de forma minimamente séria, fazemo-lo por ordem de grandeza. Como exemplo temos tópicos como a vida, aqui e bem colocado em primeiro plano, o ambiente e a propriedade, tratados e organizados pela ordem descrita ou seja, pela sua ordem de importância.

Na declaração conjunta da 43ª CBP, de 16 alíneas, a 14ª aborda finalmente a questão ambiental, a 15ª as questões laborais e a 16ª define que para Dezembro há mais do mesmo. VERGONHA!

No meio de um mundo de milhões de galões de contaminação por hidrocarbonetos, metais pesados, entre eles o chumbo, solventes, descarte de armamento e até nuclear, resultante de acidentes e maioritariamente de más práticas com dolo, das forças militares norte-americanas estacionadas nas Lajes, que que de modo reiterado e maioritariamente invisível, poluíram vastas áreas do nosso território terrestre e aquático, na ilha Terceira, local onde vivemos e criamos os nossos filhos, de 22 locais identificados, número que de todo não representa o impacte ambiental existente, 18 desapareceram da discussão. Deles nada se fala. Supostamente resolvidos por decreto, entendamos.

Queremos acesso público ao caderno de encargos que proporcionou a sua milagrosa mitigação, relatórios de acompanhamento e relatório de encerramento confirmando da efetiva remediação de cada um destes locais. Até lá Sr. Santos Silva, o Sr. é um garoto, um trapaceiro, nada mais do que isso. VERGONHA!

Mas tal não existe. Pela mão de Santos Silva, personagem que nos despreza, aliás como vimos sendo desprezados faz mais de 569 anos, mais não existe do que silêncio que esperam apague a memória coletiva dos terceirenses. Portugal vive hoje um estalinismo de corruptos, em que não importa o bem comum, nem o que o país nos deve a nós, só o que nos obrigam a fazer por eles, neste caso transformando a ilha Terceira num «Goulag» da República da VERGONHA!

Observando ainda o documento, relatam ter identificado “um caminho” para dois locais menores. Saudaram ter havido uma “reunião de peritos técnicos ambientais”, – coisa que infelizmente não temos do nosso lado – “de 13 de julho para aprofundar a discussão sobre os resultados técnicos nos sites 3001 e 5001” ou seja dos locais do Posto #1 e South Tank Farm, “que considerou um passo em frente no desenvolvimento de um entendimento partilhado” ou seja, empurraram com a barriga para a frente e decidiram não fazer coisa nenhuma.

Fizeram sim uma receção almoço cheia de acepipes, à beira-mar, num dia de Sol, a onde não faltaram representantes da terra na residência de um conhecido cúmplice deste encobrimento, e mais uma vez na falta de valores técnicos e humanos, fizeram o jeito ao Costa, aos donos disto tudo, e aos poluidores norte-americanos, claro.

Para o ano cá estarão, com mais do mesmo. CHEGA!

Entre conversa circunstancial, o único sumo que se tira desta bilateral é o compromisso da República e dos seus cúmplices, no estatuto de colaboracionistas com os norte-americanos, de mais uma vez utilizarem o sangue suor e lagrimas dos terceirenses como moeda de troca para a manutenção das boas relações bilaterais com os Estados Unidos da América. E uns trocados no bolso, claro. VERGONHA!

E com isto vem o Vasco, com palavras vans e inconsequentes como se fosse parte isenta e ignorante, e sendo parte disto tudo, não olhasse em primeira fila o branqueamento que com seus primos, Costa, Carlos Cesar, Santos Silva e afins, sempre fizeram deste drama que nos afeta, a uns mais do que outros, 56.000 açorianos.

Ou corremos com eles, ou eles lenta e silenciosamente acabarão connosco. CHEGA!

 

Por Orlando Lima in Diário Insular

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Fonte: RTP Açores (clique neste link para ver o video)

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