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Chega Açores manifesta-se contra a entrada da UBER em 2020 nos Açores

Os dirigentes regionais do partido CHEGA, Carlos Augusto Furtado e José Pacheco, estiveram esta segunda-feira reunidos com a Associação de Táxis de Ponta Delgada.

A reunião teve como objetivos perceber as fragilidades atuais deste sector e auscultar as opiniões dos taxistas quanto à possibilidade da entrada da UBER na região, para a partir daí manifestarem a opinião do partido.

Posto isso, o Chega Açores manifesta-se contra a decisão do governo apoiado pelo PS, uma vez que foi possível  perceber que regra geral esta atividade é desenvolvida por empresários em nome individual, que têm neste negócio a única forma de assegurar a subsistência dos seus lares e que o sector atravessa grandes dificuldades, que tem levado à desistência de alguns Alvarás de táxi, mostrando-se assim que a sobrevivência do setor está gravemente comprometida, principalmente numa altura em que a região atravessa grandes dificuldades no sector turístico.

O Chega Açores lamenta profundamente que os taxistas não tenham sido auscultados em todo este processo, sendo que estes são os principais prejudicados com esta iniciativa do Governo Regional e lembra que o facto de serem perdoados alguns custos relacionados com licenciamentos estatais, durante este ano e apenas a alguns taxistas, não são de forma alguma contrapartida para o problema causado, uma vez que o sector poderá precisar de um apoio permanente, com a aquisição de gasóleo a preço profissional, conforme defende António Feleja, presidente desta associação.

Assim, o Chega Açores mostra-se atualmente contra a entrada da UBER nos Açores, aceitando esta possibilidade apenas num cenário de retoma da atividade económica e turística para valores acima dos registados nos últimos anos, uma vez que mesmo regressando a atividade económica e turística aos valores de 2019, será ainda incomportável esta partilha da atividade, entre taxistas, rent-a-cars, empresas de animação turística e a dita UBER, uma vez que os operadores atrás indicados e em atividade na região, já apresentavam, num passado recente, grandes dificuldades na partilha da atividade, por existir já uma capacidade instalada de dimensão apreciável na região.

O Chega Açores vê com estranheza esta decisão tomada pelo Governo Regional, não descartando que com tal iniciativa poder-se-á estar a beneficiar interesses instalados e adverte o mesmo que a eventual teimosia em levar por diante esta decisão tomada recentemente, pode causar graves problemas sociais às famílias que dependem da regular e sustentável atividade económica de transportes na região, numa altura em que já existem graves problemas sociais em tantas famílias nos Açores.

 

Fonte: Chega Açores

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Fonte: RTP Açores (clique neste link para ver o video)

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