CHEGA reúne com a Câmara do Comércio e indústria de Ponta Delgada

CHEGA reúne com a Câmara do Comércio e indústria de Ponta Delgada

2 de Julho, 2020 0 Por Azores Today

O Presidente do Chega Açores, Carlos Augusto Furtado, acompanhado do vice-presidente e secretário geral, José Pacheco e do membro da direção regional, João Martins, reuniu hoje, 1 de Julho de 2020, com a direção da Câmara do Comercio e Industria de Ponta Delgada, liderada pelo Dr. Mário Fortuna.

Esta foi uma das muitas reuniões de trabalho que a direcção do Chega Açores pretende fazer com diversas entidades, no sentido de auscultar as forças vivas da sociedade açoriana.

Foram muitos os temas em análise sendo que na sua maioria coincidem com as posições que o Chega Açores tem como princípio orientador quanto às políticas económicas, sociais e comerciais para os Açores.

De entre os temas abordados, o transporte marítimo de mercadorias inter-ilhas é um dos grandes motivos de preocupação do Chega Açores, que viu com bom grado ser também uma das grandes preocupações desta associação empresarial, tendo sido equacionado o atual modelo destes transportes, bem como a operacionalidade dos portos existentes e das embarcações que prestam este serviço na região.

Outro tema que mereceu a atenção dos presentes, foi o transporte aéreo de passageiros e cargas, sendo este um elemento fundamental no bem-estar dos açorianos, na sua mobilidade, no crescimento económico deste arquipélago e na continuidade territorial entre as diversas ilhas.

Ainda nesta temática foi de concordância perceber que os modelos de operacionalização na região, nestas áreas, estão há muito desadequadas ou simplesmente por implementar.

O Chega Açores reiterou a sua posição na defesa de uma maior aposta na mobilidade interna e consequente  estímulo da economia dos Açores que tal iniciativa pode proporcionar, assente na redução substancial do preço das tarifas aéreas, tal como tem defendido desde o mês de Abril, sendo que tal formato de transporte aéreo poderá ser a “boia” de salvação da economia regional, durante os próximos tempos.

Este partido fez também saber junto desta entidade do seu descontentamento quanto às medidas adoptadas pelo Governo Regional, que no entender destes, não são a solução mais ajustada, nem que vá ao encontro da maioria dos açorianos, antes pelo contraio, irá permitir que apenas alguns, com algum poder económico, possam usufruir das mesmas.

Foi também abordado as dificuldades de transportes aéreos para fora da região e os constrangimentos acrescidos que a realidade pandémica vieram agudizar.

Esteve também a análise o preocupante peso que o estado, ou seja que o sector publico, tem na economia, absorvendo grande parte dos recursos financeiros que chegam à região, deixando para segundo plano o apoio às empresas, que são o sector basilar de qualquer economia moderna. Neste ponto o Chega Açores manifestou o seu descontentamento e o principio doutrinal de combater o cada vez maior peso que o estado tem na economia,  situação esta que tem vindo a esmagar o sector privado, sector este que gera riqueza e não apenas a subtrai.

O Chega Açores, no sector da educação e formação profissional, ouviu as preocupações da Câmara do Comércio, assim como manifestou alguns dos seus pensamentos nestas áreas que passam pela formação em contexto de trabalho, a requalificação continua dos trabalhadores e empresários, assim como a formação para novas alternativas de emprego ou negócio. Dentro deste tema, Mário Fortuna, manifestou a sua preocupação quanto às novas áreas do digital  e da comunicação e comércio online, sinais dos tempos, que os Açores têm de saber acompanhar e estar à altura do desafio. Neste sentido o Chega Açores também se comprometeu como sendo estas, algumas das muitas prioridades políticas para os próximos tempos e que vão ao encontro dos anseios do tecido empresarial.

Quanto à situação pandémica que atravessamos, Carlos Augusto Furtado demonstrou a preocupação do Chega Açores quanto à saúde e a fragilidade da economia e tecido empresarial na atual situação. Entende o Chega Açores que a economia não tem qualquer condição de voltar a encerrar, mas também que deve o Governo Regional encontrar e salvaguardar todos os meios necessários, para que possamos viver ou conviver com este vírus nos próximos tempos, sem que os Açores se vejam obrigados a passar pela mais negra crise que há memória. É entendido que os tempos não serão nada fácies, devido às circunstâncias que todos conhecem, mas também é certo que todas as medidas sanitárias devem ser implementadas preventivamente para evitar o bloqueio completo da economia por inoperância governativa.

Ficou também o compromisso de ambas as partes para reuniões futuras, no sentido de encontrar novas estratégias e acompanhar algumas implementadas.

 

Fonte: Chega Açores