Pandemia uniu as várias escolas do Movimento dos Cursilhos de Cristandade através do digital

Pandemia uniu as várias escolas do Movimento dos Cursilhos de Cristandade através do digital

28 de Junho, 2020 0 Por Azores Today

Pandemia uniu as várias escolas do Movimento dos Cursilhos de Cristandade através do digital

Jun 28, 2020 | Em destaque

Pela primeira vez as reuniões mensais de grupo de movimento reuniram as escolas da Terceira, São Miguel e Pico em simultâneo

O Movimento Cursilhos de Cristandade (MCC) encontrou no digital a possibilidade de, pela primeira vez, fazer ultreias diocesanas. As reuniões mensais que se faziam ao nível de ilha, e de forma presencial, não puderam ser realizadas e o assistente ultrapassou o constrangimento com uma reunião digital permitindo, assim, que as várias escolas da terceira, São Miguel e Pico pudessem participar, realizando-se uma ultreia diocesana.

“Nesse aspecto foi muito positivo” referiu ao Igreja Açores o assistente diocesano do MCC, padre Nelson Pereira.

“Apesar de todas as dificuldades foram tempos muito ricos”, diz o sacerdote pois permitiram “um momento de encontro, de reflexão e de oração de todos os cursilhistas”.

O MCC, que está nos Açores há praticamente seis décadas, primeiro na ilha Terceira e depois em São Miguel, estende-se agora também pelas ilhas do Pico e de Santa Maria. A pandemia, este ano, inviabilizou algumas atividades do Movimento mas o que correu menos bem foi mesmo a falta de cursilhistas para o cursilho da ilha Terceira.

Das actividades desenvolvidas, ainda antes de março, quando foram suspensas todas as reuniões e encontros dentro da Igreja, destaque para os encontros semanais das três escolas da ilha Terceira onde se debateram “temas de actualidade como a Eutanásia e outros grandes temas da Igreja e da sua relação com o mundo, a partir da doutrina cristã”, referiu ainda o sacerdote.

O último encontro do Movimento neste ano pastoral decorreu na passada sexta feira.

O MCC nasceu na ilha de Maiorca, em Espanha, na década de 40, pela mão de Eduardo Bonnín Aguiló.

O primeiro Cursilho da história celebrou-se em Cala Figuera de Santanyí, em Maiorca, de 19 a 22 de Agosto de 1944, usando como base o “Estudo do Ambiente” de Eduardo Bonnín que atuou com reitor levando consigo como dirigentes, José Ferragut e Jaime Riutort. Foi diretor Espiritual desse primeiro Cursilho D. Juan Juliá. Assistiram ao primeiro Cursilho 14 jovens. O MCC contou nos seus inícios, de entre outros sacerdotes, com o entusiasmo D. Sebastián Gaya (autor da “Hora Apostólica e do “Guia do Peregrino) e com a aprovação eclesial de D. Juan Hervás, que a 1 de Março de 1947 chega a Maiorca como Bispo Diocesano, batizando estes encontros em 1953 como Cursilhos de Cristandade.

Nos Açores, o primeiro Cursilho na região foi de Homens e realizou-se em Angra do Heroísmo de 11 a 14 de Setembro de 1963, com 37 assistentes. O primeiro Cursilho de Senhoras teve lugar quase um ano depois, de 5 a 8 de Setembro de 1964 e realizou-se em Ponta Delgada com a participação de 47 novas Cursilhistas. Os Cursilhos expandiram-se na região e realizaram-se em vários locais. Só a ilha do Corvo nunca recebeu um Cursilho. Segundo dados de 2017, o MCC um dos movimentos mais mobilizadores da igreja católica, realizou 387 cursilhos nos Açores, envolvendo 11400 açorianos, desde 1963, data em que chegou aos Açores.

Até 2017 o MCC tinha realizado 196 cursilhos de homens, que registaram 5415 participantes e 191 cursilhos de mulheres, envolvendo 5956 cursistas.

Os Cursilhos de Cristandade (MCC) são um movimento da Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristão, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes. O Movimento é constituído por sacerdotes e leigos e pretende dar uma resposta ao mundo de hoje. O cursilho é feito durante 3 dias de reflexão e uma paragem e tem três objectivos: o encontro do homem ou mulher consigo próprio; o encontro com Deus e com Cristo vivo e o encontro com os irmãos.

O testemunho alegre da própria vida de fé ,é uma parte fundamental do próprio método do movimento. A amizade faz parte do mais especifico do MCC, um caminho excepcional e privilegiado para evangelização.

Fonte: Igreja Açores