Mobilidade interna. Uma mão cheia de nada…

Mobilidade interna. Uma mão cheia de nada…

20 de Junho, 2020 0 Por Azores Today

O CHEGA Açores, ainda pela mão da sua Comissão Instaladora, considerou imperioso o incentivo económico aos açorianos com vista à sua mobilidade inter-ilhas, a primeira solução com vista à mitigação dos custos que o atual contexto pandémico introduziu na Região Autónoma dos Açores.

O atual custo das tarifas aéreas constitui o maior inibidor à circulação de pessoas na Região, associado ao expectável agravamento das condições económicas das famílias. É uma operação simples, mas nem isso esta governação socialista conseguiu levar a bom porto. Trata-se da justa redução das tarifas aéreas praticadas pela SATA, nas viagens inter-ilhas, PONTO.

As tarifas aéreas no nosso circuito interno são caríssimas, custo só justificado pela má gestão da transportadora regional. Como por nós indicado, e sendo o governo o acionista da SATA, somente teria de colocar as nossas deslocações internas ao preço equivalente ao praticado nas nossas vizinhas Canárias, a onde com 20 Euros se vai de uma ilha à outra.

Não, era simples demais. Além do mais iria funcionar, seguindo as ideias do CHEGA. Trataram de complicar tudo, introduziram fatores de despesismo, limitaram o direito de cada cidadão de fazer as suas férias do seu jeito e possibilidades, regularam tudo e fizeram coisa nenhuma.

Se eu sou uma família de classe média e vivo com a carteira condicionada pelo elevado peso fiscal que me é introduzido em impostos diretos e indiretos, possivelmente teria de recorrer a um crédito para ir de férias, sendo reembolsado de umas parcas moedas, dois meses mais tarde, sendo que para o efeito teria de me sujeitar aos caprichos do Vasquinho. Por isso provavelmente não o faço.

Se sou uma família de classe baixa, nem a casa do primo posso visitar. As condicionantes introduzidas obrigam-me, em primeiro lugar a adiantar o dinheiro, em segundo lugar a incorrer num despesismo, gastando dinheiro que também não tenho, sujeito ainda a uma burocracia que não entendo. Por isso fico em casa.

É por isso que eu repito: Se estes politiqueiros que povoam o poder tivessem que trabalhar para comer, morriam todos de fome.

Mais uma vez perdeu o povo açoriano, as empresas e as famílias.

Este verão por favor, comam menos alcatras. O cebo já vos sobe do bucho para a cabeça.

VERGONHA!

Orlando Lima

Vice-presidente do CHEGA-Açores

 

In Diário Insular