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Pensando em zonas balneares com segurança em 2020.

Não tenho memória de alguma vez ter existido tanta vontade de ver a chegada do verão, as pessoas estão cansadas de estar em casa, fartas de socializar apenas por detrás de um ecrã, angustiadas com a privação de direitos básicos num estado de direito, tudo isso com a justificação da preservação de um bem maior, a saúde.

Não é difícil de prever que com a chegada do bom tempo, ficar em casa confinado será um “terror” para qualquer pessoa minimamente saudável, no entanto noticias recentes vindas do exterior dão conta do aparecimento de segundas vagas do vírus Covid 19, em alguns países.

O próximo desafio será manter os espaços públicos seguros, e minimamente agradáveis para uma utilização de toda a comunidade, ciente desta realidade estou convencido que as autoridades locais devem desenvolver um plano de limitação de acesso às zonas balneares dos Açores.

No meu entender deverão as autoridades de saúde promover a divisão da população em três grupos, com base na primeira letra do último sobrenome de cada cidadão ou família, criando assim e segundo o estudo que já fiz, dividir a população para o grupo 1, de A a G;  grupo 2, de H a P e o grupo 3 de R a Z.

No meu entender ainda, deverá ser efetuada também uma divisão dos dias da semana, uma calendarização fim-de-semana (sábado e domingo) e outra de segunda a sexta, colocando desta forma a possibilidade dos banhistas poderem eventualmente dispor de dois dias seguidos, sempre que por coincidência das calendarizações seja possível.

Estou convencido que pondo em prática tais procedimentos, ficará a população em geral a ganhar, porque saberá exatamente quais os dias em que poderá frequentar aqueles espaços, sem ter o constrangimento de eventualmente os espaços já estarem sobrelotados por banhistas mais assíduos que eventualmente estejam a ocupar as zonas balneares desde as primeiras horas do dia.

Obviamente que existirão sempre vozes contra, comentários do tipo” e se no meu dia o tempo não estiver bom?”, ou “mas como faço se vivo em comunhão de facto e consequentemente o meu par não tem o mesmo sobrenome que eu?”, no primeiro caso obviamente é uma possibilidade considerável sem solução, mas sempre é bem melhor do que ser bloqueada a nossa entrada, por já lá estarem pessoas em número limite e termos de voltar para trás, com o dia estragado, no segundo caso uma mera declaração de Junta de freguesia, a comprovar a situação de união de facto, poderá ser uma solução simples e funcional.

Fiquemos a aguardar pacientemente que as nossas autoridades atempadamente resolvam esta situação, no entanto sou sempre do entender que mais vale por em prática medidas de segurança atempadamente e se estas não se revelarem necessárias, deixarem de ser obrigatórias, do que ficar a assobiar para o lado e depois ás pressas tomar medidas mais impopulares.

Carlos Augusto Furtado

Presidente da Comissão Instaladora do CHEGA Açores.

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Fonte: RTP Açores (clique neste link para ver o video)

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