Conferência Episcopal Portuguesa ultima orientações para regresso às celebrações comunitárias, em diálogo com autoridades de saúde

Conferência Episcopal Portuguesa ultima orientações para regresso às celebrações comunitárias, em diálogo com autoridades de saúde

7 de Maio, 2020 0 Por Azores Today

Conferência Episcopal Portuguesa ultima orientações para regresso às celebrações comunitárias, em diálogo com autoridades de saúde

Mai 7, 2020 | Açores

Secretário do organismo diz que pressa pode ser «contraproducente»

O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou que os bispos católicos estão a ultimar orientações para o regresso às celebrações comunitárias, em diálogo com autoridades de saúde, previsto para 30 de maio.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o padre Manuel Barbosa mostra-se consciente do “sofrimento” que esta suspensão das celebrações comunitárias da Missa, por causa da pandemia de Covid-19, provoca nos católicos, impedidos de uma “participação física” na Eucaristia.

“É desejo de todos, em primeiro lugar dos bispos, que isso aconteça o mais depressa possível”, refere.

O porta-voz do episcopado alerta, no entanto, que a pressa pode ser “contraproducente”, num momento que exige de todos uma “responsabilidade solidária”.

As novas medidas e orientações “mais precisas”, a nível de higiene e segurança, aplicam-se aos vários espaços das igrejas e ao decorrer das celebrações, com indicações que cada diocese aplicará de acordo com as autoridades locais de saúde.

O padre Manuel Barbosa assinala que a CEP quer assumir “todos os cuidados”, considerando natural que existam manifestações de “sofrimento, expectativa” face a um plano gradual de desconfinamento que obriga a nova espera.

“É a esperança de que retomemos o mais brevemente possível as celebrações”, em comunidade, aponta.

O secretário da CEP assume que todos têm “pressa”, mas evoca, a este respeito, o que o Papa propõe na sua mensagem a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, quando diz que Maria partiu “apressadamente, não ansiosamente”, para ajudar a sua prima Isabel.

“Temos pressa, mas sem a ânsia e o nervosismo que, às vezes, pode – não digo estragar – não ajudar a que este processo de luta contra a pandemia seja efetivo”, observa.

O comunicado do Conselho Permanente da CEP, divulgado a 2 de maio, final do estado de emergência em Portugal, anunciava para breve a publicação de “indicações comuns sobre aspetos litúrgicos e medidas sanitárias a ter em conta nas celebrações e nos templos”.

O padre Manuel Barbosa informa que essas orientações para as dioceses estão a ser preparadas, ao longo desta semana, “em diálogo com as autoridades de saúde”.

O responsável sublinha ainda que as decisões do Conselho Permanente da CEP aconteceram “depois de auscultar todos os bispos diocesanos”, num processo coletivo.

Realçando a necessidade de valorizar o comportamento responsável de cada cidadão, o porta-voz do episcopado recorda as indicações do Papa Francisco, que a 28 de abril apelou à “prudência” e à “obediência” às autoridades, no regresso progressivo às atividades individuais e coletivas, após o confinamento provocado pela pandemia de Covid-19.

O secretário da CEP realça que este acatamento das normas não é uma “obediência cega”, mas “responsável e livre”.

“Temos todos que concorrer para isso. A prudência e o cuidado devem continuar, sabemos que a pandemia está para durar, infelizmente”, precisa.

A Conferência Episcopal Portuguesa anunciou no último sábado o regresso das Missas comunitárias a 30 de maio, véspera da Solenidade do Pentecostes, face à retomada gradual das celebrações prevista pelo Governo, após o final do estado de emergência.

As dioceses insulares terão em conta as indicações das respetivas autoridades regionais.

(Com Ecclesia)

Fonte: Igreja Açores