Um caminho para o futuro

Um caminho para o futuro

29 de Abril, 2020 0 Por Azores Today

No outro dia, vi a publicação de um amigo de longa data, em que constavam os valores da iliteracia financeira em Portugal. Estamos somente entre os povos que menos entendem de finanças no mundo. Digamos que nesse capitulo, com menos de 20% de literacia, somos autênticos analfabetos. Como ele dizia e bem, isto pode explicar muita coisa…

A nossa politicagem de algibeira sabe-o bem e com permanentes jogos de espelhos levam o eleitor incauto, a pensar que o mal esteve no outro e não nele, que a economia vai de vento-em-popa, que tudo vai bem. MENTIRA!

No “Príncipe”, Maquiavel considerou esta, então já velha estratégia política, como justificável quando utilizada para o bem comum.

Mas não. Não só é inaceitável, como é utilizada para o benefício de uma elite, em detrimento de todos nós.

Agora que todos levamos um abanão, fazem discursos inflamados em que parece que a culpa de não termos dinheiro é dos outros e não nossa, eles não são solidários, dizem. Há uma óbvia e justificada clivagem entre o norte e o sul da europa.

Como é óbvio, aquele que poupa e tem, olhe-se para a dimensão dos seus governos e o rácio das suas contas públicas, não abrirá a bolsa facilmente a estroinas incompetentes, fantoches estes que gerem somente o quinto país mais corrupto do mundo. VERGONHA!

O conluio está tão perfeito e a habituação tão dilatada no tempo, que uma maioria dos votantes pensa que tudo isto é normal e assim aceitável.

Mas também os há, e aí somos muitos mais, que desacreditados do sistema e não nos sentindo representados, eramos a abstenção.

A vida corria-lhes bem, a estes politiqueiros sem vergonha, convivendo com valores de abstenção gritantes, não ligaram aos sinais. Continuaram com os seus esquemas e manhas como se fosse possível perpetuar no tempo este estado de calamidade. Este sim, bem pior para o bolso do cidadão comum e para a nossa economia, do que o impacte do próprio coronavírus. VERGONHA!

Pela iniciativa de André Ventura organizou-se uma nova força democrática a que rapidamente apelidaram de “extrema-direita”.

Somos de direita, desejamos um Portugal próspero e liberal, e depois?

Não baixando os braços, mas não fomentamos o conflito nem a luta de classes, deixamos isso para os seguidores de Engels e Marx e o seu socialismo científico. Sabemos que só seremos grandes com um Portugal maior. Somos Patriotas, Nacionalistas e o mais que nos quiserem chamar, não importa. Importa sim que somos democratas, solidários, honestos e comprometidos. Nesta sociedade para que trabalhamos, o Estado será amigo de todos e não amigo dos seus amigos…

Esta é a força do português, do açoriano comum. É o rosto de todos nós que só queremos um Portugal onde haja justiça social, onde haja justiça nos tribunais, onde haja uma imprensa livre, onde todos tenhamos esperança, e orgulho em sermos Portugal. Sem grilhões, sem mentira, sem esta teia de interesses que nos explora e nos sufoca.

Porque o pouco que queremos é a democracia que nos ilude desde o 26 de Abril de 74. É TUDO!

Queremos uma democracia que permeie os mais aptos e proteja os mais frágeis, dotando-os das ferramentas necessárias para que amanhã, para eles, o Sol também brilhe.

Nele estarão certamente representadas as elites, mas não seremos formados por elas. Não nos deixaremos manietar.

Seremos mais facilmente um partido de camponeses do que um vespeiro de maçons.

É esta a nossa força. Agradecemos o esforço e o apoio individual de todos os homens de boa vontade. Não nos comprometeremos com interesses mas sim com ideais, com soluções para o bem comum.

Como nos habituou a esquerda, continuarão a falar como se fossem os donos da democracia. Nós já vimos que assim o não é.

São hoje sim os donos da corrupção, aconchegada por um lado, por um bando de maconheiros e herdeiras de assaltante de bancos, por outro, pelo que em Portugal resta do Comité Central da extinta URSS. Poderão por almofada ainda, encontrar conforto em elites comprometidas com o sistema, que não se conformam longe do poder.

O desespero é tal que estenderam um tapete de 15 Milhões, para com o dinheiro de todos nós comprarem a simpatia da comunicação social. Tanta falta que estes Milhões fazem nos nossos hospitais, nas nossas forças de segurança, nos nossos serviços de socorro.

Na nossa democracia muitos deles terão um papel importante a desempenhar, sem dúvida. Infelizmente, muitos também terão de falar primeiro com a justiça para explicarem as malfeitorias de alguns, que ocupando os cargos mais altos da Nação, vêm fazendo ao longo da vida. CHEGA!

 

Orlando Lima

Membro da Comissão Instaladora do CHEGA-Açores

 

In Diário Insular de 29 de Abril de 2020