Estaremos realmente todos no mesmo barco?

No contexto da actual pandemia Estamos todos num mesmo barco, em mar tempestuoso, e devemos uns aos outros uma terrível lealdade.

Atravessamos, sem dúvida, um mar revolto e assustador e o nosso sucesso depende, efectivamente, de uma lealdade terrível na acção conjunta do cumprimento das medidas de contenção da propagação deste vírus. Mas, estaremos realmente todos no mesmo barco?

Quanto mais me questiono e reflicto, mais convicto é o “não” que me surge como resposta. Afinal, esta pandemia atingiu a sociedade no exacto ponto em que se encontrava – onde alguns estavam mais protegidos e preparados do que outros. Atrevo-me, por isso, a dizer que não, tal como antes desta “tempestade”, não estávamos todos no mesmo barco. Há quem siga no seu navio cruzeiro e quem atravesse em navios de guerra prontos para a batalha, mas há também quem tenha apenas uma simples canoa ou até siga sozinho, a nado.

Nelson Martins

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