O Pesadelo dos Tempos Actuais

O Pesadelo dos Tempos Actuais

27 de Março, 2020 1 Por Azores Today

Por João Martins

Caros amigos, conterrâneos e concidadãos, pessoas que vivem e amam Portugal e que lhe querem muito bem;

É a primeira vez que me atrevo a escrever para um público que pretendo que seja alargado; é de minha intenção que este texto sirva para criar um alicerce de e para reflexão acerca do que se vivência em Portugal e no mundo por estes dias de luta contra o covid19.

Ouço nas diferentes fontes da comunicação social tantas informações que se podem considerar vergonhosas frente aos comportamentos que nos chegam no trato do maneio quer seja de carácter preventivo ou de combate a este vírus assustador e fatal.

Fazendo um apanhado nos diversos acontecimentos ditados pela história da vida real, cravados em todos estes assombrosos dias que no nosso amado Portugal se tem vindo a experimentar pela forma mais adversa e mais controversa, ou até mesmo de modo muito incompetente por uns e supra suportada por atos heróicos por quem cuida dos doentes e pelos que já não têm força física para resistir à infecção devido ao desgaste que a idade avançada vincou nos seus corpos, perdendo assim, vencidos pela adversidade, a sua vida.

Na minha óptica já chega de dizer que este vírus está controlado, com informações em conferência de imprensa onde se diz que o estado adquire os equipamentos de proteção pessoal, os testes de identificação da presença do vírus e tudo o que é necessário para travar este duelo com a fera Covid19, que tem a pratica de controlo como quem vai ao supermercado para fazer compras domesticas. A este comportamento eu considero de irresponsável, pois quando vou ás compras se não tem feijão eu compro grão ou outro, e neste caso não é bem assim. Ao que compreendi pelos testemunhos os equipamentos são mesmo específicos para protecção, identificação e combate ao vírus Covid19.

Daí que as ditas compras de supermercado ao que está à sensibilidade de todos nunca são suficientes, e então escutam-se as queixas dos técnicos de saúde, dos quais já muitos estão infestados; e mais grave ainda, uma vez que infestados, estes são obrigados pelo estado a trabalhar fazendo o atender e o acompanhar os doentes. Hoje não existiu testes de análise suficientes para a comunidade de um lar de idosos que teve de recorrer aos cuidados de saúde privados como que á sua mercê. É lamentável e vergonhoso para um governo de estado de direito ou não será?

No meu entender para uma resposta incisiva no combate sério e rigoroso, fazendo uma leitura aos acontecimentos, tendo em conta os tempos e momentos próprios do avançar desta história de horror no alastrar dos contágios, do evoluir dos óbitos consequentes, o nosso poder politico instituído deu passos muito atrasados e continua a caminhar no mesmo ritmo retardado, tendo como leitura o fechar fronteiras, portos e aeroportos para os destinos e origens na diferentes e diversas regiões dos países com presença de infetados com o Covid19; na aquisição de testes de analise para o covid19 em

quantidade suficiente para circunscrever o vírus executando as devidas análises  a todos os que manifestam os sintomas da presença do vírus e a todos os que manifestamente convivem com os infectados identificados, travando assim a cadeia de contágios, claro que acompanhado da quarentena para todos, para toda a população em geral, e do cumprir o ficar em casa.

Depois de se escutar as medidas de resposta ás empresas que se viram obrigadas a encerrar as suas atividades, para fazer face ao perigo de contagio por ajuntamento de pessoas, o governo injeta verbas mais uma vez na banca, em vez de programar a subsídios adequados a essas empresas, fazendo face ao minimizar dos custos da inatividade das mesmas, caso a caso, tendo em conta o valor dos prejuízos e também do número de pessoas que compõem cada uma destas empresas.

Já deveriam estar também equipas de técnicos de saúde a ter formação para poderem acompanhar doentes que necessitem dos ventiladores, pois já se faz presente que há equipamentos e falta dos técnicos com formação para os monitorizar.

Observo também que como hoje já se decidiu quem faz um teste para o Covid19 e quem não faz hoje, como aconteceu no lar de idosos, que amanhã poderá acontecer que as equipas médicas também vão decidir quem vai ter um ventilador ou que vai morrer sem essa elementar fonte de respiração quando a infeção não permitir que o individuo o consiga sozinho e pelos seus meios vitais próprios.

Faço presente a todos os que lerem este texto, que a maior economia de qualquer estado, de qualquer país, são as vidas das pessoas. A economia está nas crianças, está nos Jovens, está nos adultos que com o seu trabalho constroem o nosso Portugal de hoje, e também nos que com idade avançada nos dizem pela partilha dos testemunhos das suas experiências das vivências no passado nos entusiasmam a não desistir e a seguir em frente, com os olhos postos no estandarte das Quinas que todos aprendemos a amar. Considero assim uma falta de respeito pelos sacrifícios de tandos que nos testemunharam com a longevidade de experiência de vida e  nos ensinaram a amar este país, mas nas práticas dos nossos dias tal acima descrevi e partilho com todos, fazendo e tando conta das atitudes de desprezo à boa conduta e capacidade de decisão assertiva para cada momento, que viesse a investir na verdadeira economia que são as pessoas, pessoas estas que não se negam a juntar esforços, cada qual na sua condição em que se encontra, estes travando esta luta contra o vírus Covid19.

 

É hora de todos em uníssono dizermos “chega”, e dizermos como uma fonte de esperança: ainda é tempo de gastar o dinheiro sem medida e cuidar da verdadeira economia que são as pessoas vivas, para que vivam sem medida.

 

João Martins