Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos denuncia «normalização» da violência

Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos denuncia «normalização» da violência

Mar 6, 2020 | Em destaque

Mensagem para o 8 de março fala em «ofensa contra Deus, a humanidade e a terra»

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) alertou em comunicado para a violência contra as mulheres e as meninas, “nas suas diferentes formas (sexual, religiosa, psicológica)”, pedindo um esforço comum para promover a sua dignidade.

“O MMTC, por ocasião do dia 8 de março (Dia internacional da Mulher), declara que estamos dispostos a fazer frente a qualquer tentativa de desculpar, encobrir ou justificar a violência. Declaramos que esta violência é uma ofensa contra Deus, a humanidade e a terra”, assinala a nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.

A organização cristã sublinha que a violência contra as mulheres e meninas acontece em todo o mundo, sendo ainda considerada “normal” em muitos locais.

“Esta violência, para além de minar a integridade da mulher, reduz o seu acesso aos serviços e recursos essenciais”, adverte o texto.

Não podemos continuar a tapar os ouvidos perante estes gritos de desespero, nem sufocá-los guardando silêncio ou encerrá-los entre quatro paredes por orgulho, por medo, por reputação, por segurança… porque a violência contra as mulheres e meninas é um pecado”.

O comunicado cita a primeira homilia de Francisco em 2020, na Missa a que presidiu na Basílica de São Pedro para assinalar o Dia Mundial da Paz, exigindo respeito pela “dignidade de cada mulher”, após denunciar situações de exploração sexual e laboral.

“Toda a violência infligida às mulheres é profanação de Deus, nascido de uma mulher. A salvação chegou à humanidade, a partir do corpo de uma mulher: pelo modo como tratamos o corpo da mulher, vê-se o nosso nível de humanidade”, referiu o Papa.

O MMTC considera que “toda e qualquer violência contra as mulheres e meninas na Igreja ofende o corpo de Cristo e impede que ela seja fundamentalmente uma comunidade de mulheres e homens”.

“Precisamos de unir esforços com outros movimentos sociais e da Igreja para analisar as motivações da violência humana, a razão por que as mulheres não conseguem romper o círculo vicioso da violência e refletir como pôr-lhe fim”, acrescenta a nota.

O documento conclui-se com um apelo para a celebração do dia 8 de março: “Não a qualquer forma de violência sobre as mulheres e as meninas”.

(Com Ecclesia)

Fonte: Igreja Açores

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