Dois ranchos femininos sairam esta madrugada em romaria

Dois ranchos femininos sairam esta madrugada em romaria

Fev 29, 2020 | Em destaque

O rancho de Romeiras da Igreja Arrifes e o rancho da Lagoa mobilizaram mais de uma centena e meia de senhoras

As romarias no feminino sairam hoje para a rua, no mesmo momento em que sairam os primeiros 11 ranchos de romeiros para iniciarem o tempo das romarias quaresmais.

Esta madrugada saiu o rancho da Lagoa e também o primeiro dos dois ranchos de Romeiras da unidade pastoral Igreja Arrifes. O próximo rancho sairá no quarto sábado da Quaresma, informa uma nota enviada ao Igreja Açores.

“As Romeiras abrem na Igreja Arrifes as romarias, numa comunidade que tem dois ranchos de Romeiros e dois de Romeiras e diversas atividades convidando os cristãos a vivência forte durante este tempo, como a Romaria das Crianças da Catequese, a Peregrinação à Senhora do Pranto e o Retiro Espiritual” salienta a nota.

As Romeiras, também chamadas de “Peregrinas da Fé” saíram hoje pelas 04h30 da manhã, depois de um momento de bênção e oração orientadas pelo pároco, padre Davide Barcelos, e percorrerão as Igrejas dos Arrifes, da cidade de Ponta Delgada e pararão no Santuário da Esperança, onde almoçarão. Aí terão um momento de descanso e por fim oração diante do Santíssimo Sacramento, na Capela interior do Convento. Depois, retomarão o caminho até à Igreja da Saúde donde partiram. Este ano este primeiro grupo conta com 50 elementos.

A Romaria quer seja de um dia ou oito é uma oportunidade a que cada um ou uma reveja o filme da sua vida, procurando ver aquilo que não está bem e a fazer um compromisso de conversão interior.

As romarias femininas vão ganhando cada vez mais presença na Quaresma e deviam ter a sua representação no Movimento de Romeiros de São Miguel. Até porque seguem as regras e orientações do Movimento, respeitando a tradição. Não faz sentido serem um grupo à parte. Deviam fazer parte de um todo, unido na oração, na penitencia embora, quer romeiros, quer romeiras com a sua dinâmica e vivência próprias.

“As Romeiras são um dos sinais dos tempos atuais, onde a mulher tem cada vez mais uma presença forte na Igreja e na Sociedade, e por isso, quer a Igreja Diocesana, quer o Movimento de Romeiros” deve ” acompanhar, regular e ajudar” sublinha a nota. “Com pequenos sinais se ganha! A igreja deve unir e não cultivar a desunião criando grupos que muitas acabam por ser um contra testemunho da presença da Igreja no mundo” esclarece ainda a nota ao citar o Papa Francisco, que em 2015 lembrava que era tempo das mulheres se “sentirem não hóspedes, mas plenamente participantes das várias esferas da vida social e eclesial”. Esse, adverte, “é um desafio que não pode mais ser adiado”. “A sinodalidade, que estamos a viver neste momento na nossa Diocese, vive-se nos pequenos gestos do dia a dia. Este é um deles” conclui a nota assinada pelo padre Davide Barcelos que é também o assistente do Movimento de Romeiros de São Miguel.

Fonte: Igreja Açores

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