O primeiro dia de 1980 deu lugar a um violento terramoto que atingiu todo o Arquipélago dos Açores, afetando principalmente as ilhas Graciosa, São Jorge e, sobretudo, Terceira.

Sendo considerado o mais destrutivo dos últimos duzentos anos em Portugal, o terramoto deu-se a apenas 35km da cidade de Angra do Heroísmo e provocou a destruição de grande parte do parque monumental e habitacional da Ilha Terceira.
A catástrofe arrancou a vida a dezenas de pessoas, fez centenas de feridos e milhares de desalojados.
Mesmo em estado de choque, com as estruturas de comunicação arruinadas e com recursos limitados, os trabalhos de reconstrução começaram de imediato.
Cerca de três anos depois, a ilha viu a Cidade de Angra do Heroísmo ser elevada a Património Mundial da Humanidade.
Os esforços efectuados na recuperação do Sismo d’Oitenta, como ficou conhecido, são exemplos da capacidade extraordinária que os açorianos têm para enfrentar as adversidades – as tempestades, vulcões e terramotos povoam o nosso imaginário e fazem parte da nossa vivência quotidiana. Contudo, ainda hoje, passados 36 anos, todos aqueles que vivenciaram aquele dia sabem que o terramoto marcou o tempo e distinguiu a vida que tinham antes dele, da que tiveram depois.

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