A Vereadora da Cultura defendeu, esta quinta-feira à noite, que a antiga Sinagoga de Ponta Delgada, reaberta como Museu Hebraico Sahar Hassamain – Portas do Céu, “é um espaço que orgulha a Câmara de Ponta Delgada”, por possuir um singular legado histórico-cultural único e preservado através das coleções expostas e de iniciativas como esta e muitas outras, com “carácter de extrema importância pedagógica e de formação de mentalidades”.
Maria José Lemos Duarte falava, em representação do Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, nas conferências “A pioneira da investigação biológica de nacionalidade portuguesa. Matilde Bensaude, 1890-1969”, por Miriam Assor, e “Matilde Bensaude e a Sinagoga Sahar Hassamaim”, por José de Almeida Mello, inseridas nas comemorações dos 50 anos da sua morte, que decorreu no Museu Hebraico Sahar Hassamain, um espaço de extrema importância em termos patrimoniais, culturais e turísticos.
O Museu Hebraico de Ponta Delgada tem sido um foco de divulgação de Ponta Delgada no mundo e, por ano, recebe milhares de visitantes, sendo de louvar o seu serviço à sociedade e ao seu desenvolvimento sociocultural.
A Vereadora adinaou, inclusivamente, que “o facto da Câmara Municipal ter recuperado a antiga Sinagoga de Ponta Delgada mostra bem o quanto a nossa sociedade é tolerante”.
Referindo ao encontro sobre Matilte Baensaude, também disse que o mesmo “é a prova de que somos a favor da tolerância, que acolhemos e enaltecemos a diferença, em vez de a excluir. É por isso que não posso deixar de elogiar o trabalho desenvolvido no Museu Hebraico Portas do Céu, pelo seu coordenador José de Almeida Mello”.
Maria José Lemos Duarte reportou como “justa e merecida” a homenagem a Matilde Bensaude, nos 50 anos da sua morte, adiantando ser “que a sua ação em prol da defesa desta Sinagoga foi de vital importância”.
“Se não fosse o seu empenho e dedicação, certamente, não existiria este templo em Ponta Delgada, nos Açores e em Portugal. Matilde Bensaude é um nome que merece ficar associado à história desta casa e desta comunidade hebraica, devido ao seu forte empenho na manutenção deste legado hebraico, um dos mais ricos de Portugal do seu género” – concluiu.

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