A situação agravou-se pelo facto de a única estrada que liga a freguesia ao resto da ilha ter ficado inacessível, mas também sem eletricidade, água e comunicações.

O trabalho de resgate de corpos, incluindo de famílias inteiras, foi dificultado pela chuva constante, numa comunidade de cerca de mil pessoas onde todos se conheciam.

Na ocasião, o pároco local, o padre Silvino Amaral, desempenhou um papel preponderante na motivação da população que temia acontecimentos idênticos.

“Eles estão fortemente marcados pela morte dos seus parentes e jamais esquecerão o que aconteceu”, sublinhou na altura o padre Silvino Amaral, que liderou o processo de apoio aos sinistrados e foi condecorado pelo presidente da República Jorge Sampaio.

Nas semanas seguintes à catástrofe, quando se tentava regressar à normalidade, o maior receio das autoridades locais era a possibilidade de muitas famílias abandonarem a freguesia da costa sul de São Miguel, mas a esmagadora maioria preferiu ficar.