Ausentes

Pela primeira vez na história da Autonomia, o PSD/A não indicou um candidato para integrar a lista nacional do partido às eleições para o Parlamento Europeu. Tal facto sucede, não só devido à circunstância do PSD nacional ter apontado o oitavo lugar da dita lista aos Açores, mas, também, por alguma inabilidade política manifestada pela direcção regional do partido que, ao invés de conciliar posições directamente com Rui Rio, em reuniões reservadas, envolvendo nestas, pelo menos, José Bolieiro, como presidente da mesa do Conselho Regional – órgão que aprova o perfil do candidato – optou, muito cedo, por uma clara posição de confronto, ao anunciar publicamente o nome de Mota Amaral.
Com um passado político que fala por si, Mota Amaral disponibilizou-se, uma vez mais, para prestar um relevante serviço não só aos Açores, mas também ao País. Seria, sem sombra de dúvida, o candidato mais bem preparado da lista nacional, mas o seu nome esbarrou na visão centralista de Rio, aguçada pela estratégia de Gaudêncio, com evidente prejuízo para os Açores.

Pedro Nascimento Cabral

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