Deus, Pátria e Família

Deus, Pátria e Família

20 de Fevereiro, 2019 0 Por Azores Today

Heis três palavrinhas que ainda incomodam muita gente. Durante décadas foram nos ensinadas como slogan do mal, sinónimo de tudo quanto há de perverso na humanidade, particularmente no nosso país. Mas será mesmo assim? Alguém se dá ao trabalho de se interrogar ou ainda estão à espera da “latinha de tinta”, do emprego da filha, da promessa que salta de eleição em eleição sempre com a convicção: desta é que vai ser!

Desde já a minha declaração de interesse no sentido que não defendo regimes totalitários ou lideres eternizados no poder. Não é a minha visão do mundo e muito menos do meu país. De igual modo, prezo toda a liberdade, quer seja de expressão, democrática, artística, etc., etc. Descansem as mentes mais inquietas e inseguras quanto a certos preconceitos ou tabus que possam ter nesta área. Mas garantidamente, prezo o rigor das contas publicas e a seriedade de quem as conduz, em nosso nome, do nosso património e não como se fossem os donos disto tudo, como nos fazem crer todos os dias.

Como bons portugueses, temos o péssimo habito de arrasar tudo sempre que se faz uma mudança. Ao longo dos tempos a historia tem sido testemunha disto mesmo, quer fossem nos usos e costumes, quer fossem na cultura e património, apenas como meros exemplos. Com o argumento da modernidade tudo se vai acabando, removendo, destruindo, especialmente os valores.

A verdade é que somos uma terra maioritariamente crente em Deus, orgulhosa da sua Pátria e muito defensora da familia. Mas anormalidade social tomou conta da situação, passaram a ser os valores minoritários os dominantes e orientadores de toda uma sociedade impávida e serena.

Por um lado, retiram-se os símbolos Católicos dos locais públicos, mas tenta-se impor outras culturas, que não a nossa, abrindo porta à desconfiança e desconforto espiritual e social. Enche-se a boca com Portugal, mas à primeira oportunidade vendem-se os anéis e os dedos. Fala-se na familia? Não, não se fala. Cada vez mais fala-se nuns aglomerados que apenas podem parecer uma familia por serem par, quando o são. Mais grave ainda é estas minorias sociais recebem cada vez mais uma maior importância fiscal e social que as famílias tracionais. Tudo isto num país que perde natalidade todos os dias.

A igualdade é tratar diferente o que é diferente, mas de forma respeitosa e digna, não é certamente fazer das opções minoritárias um exemplo a seguir socialmente com toda e mais alguma proteção.

Muita luta, choro, gritos e raivas para termos uma democracia participativa, mas a verdade é que cada vez votam menos, menos ainda são aqueles que querem abraçar a causa publica e pouquíssimos aqueles que lá chegam com espirito de serviço e desprendidos das mordomias e favorecimentos pessoais. Algo está errado, mas quem se importa? Não há assim tantos “tachos” para distribuir e o sistema apenas absorve uns quantos “gulosos” favorecendo assim o status quo de alguns, em detrimento dos restantes, que somos todos nós eleitores/ contribuintes.

Sempre aprendi que a historia deve nos dar conhecimento de virtudes e defeitos passados, mas quando vejo olhar para a história e só encontrarem defeitos fico muito desconfiado dos reais objetivos de certos grupos e pessoas desta nossa terra lusitana.

A verdade é que temos a mesa cheia de liberdade, democracia e outras tais, mas um emprego digno, qualidade de vida, esperança para o futuro dos nossos filhos, estes serão nas próximas eleições que neste mandado não houve verba.

Apregoa-se o progresso, mas a verdade seja dita, se não fosse a União Europeia estávamos todos a passar “fominha negra” como diz o bom povo. Se não fossem os fundos europeus não havia hospitais, estradas, escolas e muitas das ilusões que nos vendem todos os dias dizendo que vivemos num país próspero. Façam o favor de vir dizer isto aos pais trabalhadores que contam as moedas o mês inteiro para sustentarem a familia de forma digna. Nós vivemos maioritariamente no limiar da pobreza, numa agonia constante, sem folga ou margem de manobra para algo mais que não seja o trabalhar sem usufruir um pouco da vida.

Vive-se melhor em Portugal que há cinquenta anos? Claro que sim, mas também se vive muito melhor noutros países. Nós apenas vamos na maré económica europeia, mas tirando o futebol, e quando calha, não somos lideres em coisa nehuma, não fazemos a diferença em nada que não seja uma mera ilusão. Em termos relativos é caso para dizer que vivemos pior que há décadas atrás. E quem não achar isto verdade lembre-se sempre das palavras de José Sócrates que afirmava que estávamos na frente europeia. À custa deste individuo vivemos e continuamos a viver uma época negra na nossa economia e consequentemente nas nossas vidas.

Chamem-me o quiserem, mas há valores que não abdico tenham eles o sinónimo que queiram dar.

Haja saúde!

Ribeira Chã, 20 de Fevereiro de 2019