Paulo Silva, coordenador do Aliança na Região: “Vamos concorrer a todas as eleições nos Açores”

Cerca de mil delegados de todo o país, observadores e convidados reuniram-se no fim de semana, em Évora, para o congresso fundador do partido Aliança , liderado por Pedro Santana Lopes, no qual foram eleitos os órgãos nacionais e aprovada a moção de estratégia global (ver notícia na página 11). Dos Açores participaram vários militantes e simpatizantes e para os órgãos nacionais foram eleitos, para a Mesa do Congresso, Ricardo Alves Gomes, para a Comissão Politica Nacional, Paulo Silva, Jorge Ferreira dos Santos e João Carlos Pacheco, e para o Senado, Paula Cristina Pacheco, Rúben Serpa e Hélio Matos.

 

Como decorreu o Congresso da Aliança?

Antes de responder a essa pergunta gostaria de frisar que, a Aliança, já é formalmente um Partido.

Apesar de ter sido autorizada a sua inscrição no registo dos partidos políticos portugueses a 23 de Outubro de 2018, pelo Tribunal Constitucional, o que é facto é que só desde o passado fim de semana, aquando da realização do seu I Congresso Nacional, cumulativamente Congresso Fundador, é que a Aliança elegeu os seus Órgãos Nacionais, pelo que, em termos formais, tem desde dia 10 deste mês uma Direcção Política eleita, bem como os demais órgãos de consulta, fiscalização e auditoria.

Relativamente ao Congresso em si é nossa opinião que decorreu de uma forma muito elevada, tendo sido apresentadas diversas propostas, pelos congressistas, que não só mostraram que a Aliança é. de facto, um Partido Nacional, que abrange pessoas, pensamentos e opiniões diferentes, mas que em todas ressaltou o aspecto fundamental que é a defesa intransigente de Portugal e dos Portugueses no seu todo.

 

Como foi a participação dos Açores?  

A Comissão Instaladora da Aliança, na Região Autónoma dos Açores, fez-se representar, neste I Congresso Nacional, com uma comitiva, com militantes de várias ilhas dos Açores, que em muito enriqueceram o Congresso Nacional, na medida em que diversos militantes, oriundos dos Açores, intervieram, em Congresso, demonstrando que os Açores têm muito a dar ao Partido a nível Nacional, aos Açores e a Portugal.

Exemplo da importância que o Presidente da Direcção Política Nacional, Dr. Pedro Santana Lopes, dá aos Açores, e à Aliança nos Açores, foi a atribuição, desde logo em termos estatutários, de dois lugares na Direcção Política Nacional e de três lugares no Senado.

Convém referir que todos estes lugares são lugares efectivos, pelo que, aos Açores, na Aliança, não serão dados lugares unicamente para preencher quotas, mas sim para que os Açores e o Povo Açoriano, sejam ouvidos.

 

Como é que a Aliança vai intervir nos Açores?  Em que áreas?

A Aliança, nos Açores, intervirá sempre que se considerar oportuno.

Isto é, a Aliança não pretende ser um partido que reclama por tudo e por nada… ou que aparece para ter “cinco minutos de fama” ou de tempo de antena. Não!

A Aliança será um partido de propositura…com um projecto político para os Açores e não um  partido de mera contestação.

Quando algo for bem feito di-lo-emos da mesma forma que se algo estiver errado disso daremos conta.

A Aliança não é, nem será, um partido de bota-abaixo ou de mero oportunismo político. Não falaremos mal por falar, nem criticaremos por criticar.

Somos um Partido com um projecto para os Açores e esta é a grande diferença entre nós e outras forças políticas.

O nosso desígnio é um: os Açores!

Relativamente à segunda parte da sua pergunta, interviremos em todas as áreas que careçam de ser intervencionadas.

O nosso Gabinete de Estudos contemplará profissionais das mais variadas áreas socio-económicas, e serão essas pessoas a abordar os temas específicos dessa área. Connosco, não serão “curiosos”, por muito bem intencionados que o sejam, a falar sobre um tema que não dominam.

Só com pessoas credíveis, um projecto, neste caso político, será igualmente credível.

Acreditamos, na Aliança, que todas as profissões são fundamentais e que todas as propostas são bem vindas para enriquecer aquele que será o nosso Programa Eleitoral e de Governo.

 

O Paulo Silva será o rosto principal da Aliança nos Açores? 

A Aliança não é um Partido de um homem e muito menos do Paulo Silva.

O Paulo Silva, enquanto cidadão gosta de ver a política pelo lado bonito, a política como modo de intervenção cívica e lutar por aquilo que é justo, que consideremos que melhor pode fazer pela vida das pessoas, que veja a política a intervenção política como algo nobre, tem de se ter orgulho e estar feliz.

Fui convidado a ser coordenador da Comissão Instaladora da Aliança, nos Açores. Ponto.

Tal como aconteceu no nosso I Congresso Nacional, no passado fim de semana, em Évora, a Aliança, nos Açores, contará com uma Convenção/Congresso Regional Fundador(a) onde qualquer militante poderá apresentar-se à liderança desde que, para isso, apresente a respectiva Moção de Estratégia Global e se candidate.

Nenhum dos elementos que compõem a Comissão Instaladora da Aliança, na Região Autónoma dos Açores, estão presos a putativos lugares e/ou a cargos.

A nossa missão foi criar, dinamizar e dar a conhecer este Projecto que cremos será fundamental para os Açores e para os Açorianos.

A seu tempo, e após a apresentação das eventuais ( se for mais do que uma) candidaturas à liderança da Aliança, nos Açores, os militantes escolherão quem os deverá liderar.

 

A Aliança concorrerá às Eleições Legislativas Regionais de 2020? E às Nacionais deste ano? Haverá lista pelos Açores?

Antes de qualquer um desses embates eleitorais que referiu, permita-me que lhe relembre que haverá, também, a 26 de Maio deste ano eleições ao Parlamento Europeu.

Os Açores, e a Aliança nos Açores, como não poderia deixar de ser, apresentará o seu candidato, que integrará a lista do Partido, a nível nacional.

Na Aliança, consideramos que as eleições ao Parlamento Europeu são de extrema importância, pois só com candidatos, e posteriores eleitos, credíveis, poderemos credibilizar a acção política.

É tempo de mudar rostos e procedimentos.

É tempo da sociedade civil intervir e mostrar que há muita gente disponível, e em particular, disposta a fazer mais e melhor por esta terra que é de todos.

No que diz respeito às eleições legislativas nacionais de Outubro próximo; das eleições legislativas regionais de 2020 e as eleições autárquicas de 2021 a Aliança apresentará listas a todas… e sem dúvidas com os melhores candidatos.

A Aliança veio para ficar e para mudar o paradigma de fazer política.

A Política, com “P” maiúsculo, quando bem praticada, é das funções mais nobres que um homem e uma mulher podem ter.

Presentemente, nos Açores, a  Aliança, reúne já  imensas mulheres e homens que se revêem num Projecto Político inovador, de rostos novos, com perspectiva de futuro e que não se fica pela demagogia e guerras de bastidores.

Todos os dias se filiam mais pessoas, com especial ênfase para os jovens.

O facto de termos a figura de simpatizante ajudou, de igual modo, a que as pessoas que nos contactam, e que não pretendem se filiar, se sintam mais à vontade para questionar, opinar e trazer valor acrescentado.

A Aliança é um partido que terá as portas abertas. Que não se fechará sobre si  mesma nem sobre os seus militantes.

A Aliança é, de facto, um Partido das Pessoas e Para as Pessoas.

Fonte: Diário dos Açores

jornal@diariodosacores.pt

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