Verdadeiros Racistas

Cada vez oiço mais, e de forma irritante, que devemos ter mais pessoas de raça negra na politica, nos parlamentos. E a minha pergunta é porquê?

Em toda a minha vida sempre tive como amigos pessoas de outras culturas, de outras cores, que não a minha. Nunca pensei muito no facto de serem diferentes de mim, mas sim se seriam bons ou maus amigos, como é normal na relação entre pessoas. E se não tenho mais é pelo facto natural de que não são a maioria. Isto não é um problema, mas apenas um facto demográfico.

Portugal sempre soube ser um país acolhedor, de saudável convivência entre diversas culturas e raças. A história prova isto mesmo, independentemente de algum episódio menos feliz que possa acontecer, ou ter acontecido, percurso natural de qualquer povo.

Existe racismo? Claro que existe, mas tenho a percepção que são apenas uma franja do pensamento do povo português, comportamentos que abomino e em que nada me identifico.

Mas quando me tentam impingir que a cor da pele deve ser um requisito politico, eu fico muito preocupado, até mesmo desiludido, com alguns sectores da nossa sociedade. Fico aqui a pensar se o “jardim zoológico” não ficou entregue aos “bichos”, ou “bichas”, para que não me acusem de diferenciar género ou orientação.

Eu quero bons políticos, capazes de gerir o bem publico. Eu não quero um qualquer politico que apenas ocupa uma cadeira por ter a cor de pele certa, ou, supostamente, representante de uma minoria. Seja de que cor forem, venham eles, mas com todas as qualidades e qualificações que espero de um governante ou representante do povo.

Quando quiserem falar de racismo pensem muito bem nestes grandes “pensadores” da “merdosa” esquerda. Estes sim são os verdadeiros racistas porque tentam, de uma forma ordinária, fazer com a cor da pele seja algo que diferencie o ser humano ou a suas capacidades. Esta diferenciação mesmo que parecendo positiva não passa de racismo.

Se querem um bom exemplo, temos a cota das mulheres nas listas. Resultado, uma mulher não precisa provar o seu valor, basta o seu género para poder ocupar um lugar politico, quer seja competente ou não, por imposição legislativa. Isto no meu entender foi um atentado às próprias mulheres, no sentido que se tenta transformar uma sociedade supostamente machista em feminista. Curiosamente as mais destacadas figuras femininas não entraram pela tal cota, mas sim pelo seu próprio mérito e competência, algo que não se aplica a todas.

A igualdade de género, cor, cultura ou religião, não é um supositório que se enfie no traseiro da sociedade para curar males desta hipocondríaca esquerda desnorteada de princípios e intelectualidade.

Curiosamente, não oiço falar na inclusão dos mais marginalizados da nossa sociedade que são as pessoas diminuídas fisicamente, quer sejam cegos, surdos, mudos, etc. Estes sim, são de todas as cores e géneros. Estes sim, estão cada vez mais afastados do poder de decisão, mais não seja nos assuntos que lhes barram a normal vivência diária em sociedade.

Haja saúde para todos!

Ribeira Chã, 27 de Janeiro de 2019

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