Hoje celebra-se o Dia Internacional da Prematuridade e em Portugal gerou-se uma onda de…

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Hoje celebra-se o Dia Internacional da Prematuridade e em Portugal gerou-se uma onda de sensibilização para esta problemática. Hoje o nosso país veste roxo e a Câmara Municipal da Madalena juntou-se a esta campanha, colocando a faixa roxa da prematuridade.
Um em cada dez bebés que nasce em todo o mundo é prematuro, o que perfaz cerca de 15 milhões de crianças. Os últimos dados estatísticos mostram que, em Portugal, a taxa de prematuridade, em 2000, era de 5,9% e em 2015 de 8%.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a prematuridade é a principal causa de morte neonatal e infantil devido a prematuridade extrema/ prematuros de muito baixo peso e a sequelas graves, respetivamente. Dados de 2015 comprovam isso mesmo com o registo de 1 milhão de mortes em crianças com menos de 5 anos e 4 milhões de mortes nos primeiros 28 dias de vida.
No que às sequelas da prematuridade diz respeito, cerca de 77% são transitórias e correspondem, sobretudo, a complicações respiratórias. Já a longo prazo aparece-nos a paralisia cerebral, como a sequela mais prevalente, com cerca de 4% dos casos.
Assim, é importante tomar consciência que um bebé prematuro não é apenas um bebé pequeno, que muitas vezes cabe na palma de uma mão e que nasce antes do tempo. Um bebé prematuro é efetivamente pequeno, mas apresenta sobretudo imaturidade ao nível de todos os órgãos do seu corpo. Uma das principais debilidades é a parte respiratória, pelo que podem passar horas, dias ou meses ventilados. Estima-se que bebés do sexo masculino permanecem em média 53 dias internados e os bebés do sexo feminino cerca de 57 dias.
A necessidade de acompanhamento destes bebés não se esgota com o internamento. Em muitos dos casos, dependendo da idade gestacional com que o bebé nasce e/ ou dos problemas que se tenham verificado durante o internamento, o acompanhamento ao nível da saúde mantém-se até cerca dos 5/6 anos ou até que a criança necessite.
Ser Pai e Mãe prematuros é permanecer de colo vazio durante mais de um mês e com o coração em sobressalto durante pelo menos mais 6 anos. Esta situação tem diversas implicações sobretudo a nível psicológico, levando consequentemente ao isolamento da família e muitas vezes ao divórcio.
Pais e bebés prematuros travam grandes batalhas durante todo este percurso e são por isso designados carinhosamente por guerreiros. Podem ser pequenos em tamanho, mas são gigantes em determinação!
Juntemo-nos a estes guerreiros na divulgação da prematuridade e na procura de respostas para aqueles que carregam consigo o “peso” de um nascimento prematuro. Hoje todos estaremos a ajudar… apenas vestindo de roxo.

Fonte: Câmara Municipal da Madalena

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