Benefícios e malefícios das redes sociais na minha perspectiva

Benefícios e malefícios das redes sociais na minha perspectiva

27 de Agosto, 2018 Não Por Azores Today

Por José Pacheco

Pelo que vou lendo, anda muita gente nervosa com as redes sociais.  Uns por serem desmascarados frontalmente, outros por desmascararem de forma encapuçada com perfis falsos. Ora vejamos o que aqui temos a este nível, na opinião de alguém que trabalha nesta área há cerca de vinte e cinco anos.

As redes sociais não são recentes, elas existem desde que existe Internet, até mesmo quando ela não era de acesso público. Para quem não sabe, a internet surgiu pela necessidade de alguns querem se comunicar de forma instantânea, com as mais diversas finalidades, algo que não mudou, nem um pouco, nos dias de hoje.

No passado existiu o Mirc, o ICQ, os fóruns, os blogues, redes sociais como o Hi5, Orkut, etc., etc.. O que aqui mudou foi o acesso em massa e globalizado a certos sites como o Facebook, Istagram e Twiter, que se tornaram os maiores a nível mundial, isto claro até o Google lançar uma a sério.

No início, as tais redes sociais serviam de forma tímida para apenas ir colocando umas fotos, uns vídeos, etc. Aos poucos todos começaram a perceber que a mensagem ou informação chegava a muita gente, sem filtros e de forma imediata. Começou a massificação da informação, quer fosse ela verdadeira ou não. Por outro lado, a comunicação social livre escasseia e é de raro acesso ao comum dos mortais.

O mundo da propaganda politica e institucional encontrou uma “mina” para governantes, manipuladores de opinião, oportunistas ou parasitas avulsos, que usando esta nova ferramenta, podiam, a seu belo prazer, “vender” as mais diversas ideias ou “soluções miraculosas”, ou até mesmo auto intitularem-se especialistas nisto ou naquilo, sem que ninguém lhes negasse autoridade ou o direito à arte da enganação. São muitos os exemplos, mas vou para um mais global que é o de Trumpo no Twiter, isto para ninguém ficar de rabinho a arder.

Entretanto, os “enganados” ou seja o “povinho“, foi percebendo que dispunha de uma ferramenta que a democracia lhes negara durante tempos: fazer ouvir a sua voz de forma clara e ilustrada diariamente. Pois é, aquilo que para muitos era um canal de comunicação começou a ser também um de reclamação ou denuncia.

No meio destas duas realidades andamos todos nós. Por um lado, os propagandistas que vão sendo desmascarados e o povinho, que em regra, esconde-se em perfis falsos para esvaziar as mágoas de promessas e soluções que nunca se concretizaram ou simples desleixo dos afectos que só aparecem em períodos eleitorais. No meio disto tudo há coisas que devemos ter em conta para pacificamente sabermos conviver com isto diariamente.

Em primeiro lugar, a recomendação vai para os idiotas e cobardes que usam a máscara para dizer o que bem lhes apetece. Para estes a simples informação de que não há anonimato na internet uma vez que facilmente se chega ao IP de qualquer computador ou smartphone. Do mesmo modo a legislação já existe para que os mesmos sejam legalmente responsabilizados por difamação ou calunia. É tudo uma questão de tempo até serem apanhados e desmascarados para surpresa de muitos.

Em segundo lugar, para os propagandistas vai a recomendação de que a cada mentira tenham o cuidado de verificar se o acesso à verdade não estará ao alcance da ponta dos dedos.

Em terceiro lugar, uma recomendação às autoridades no sentido de que estejam muito mais atentos a todos os sinais de riqueza, mordomias e similares que a todos nós faz suspeitar serem obtidos de forma duvidosa. O tráfico de influencias é dos crimes mais ignorados na nossa terra.

Finalmente, para todos aqueles que expressam livremente a sua opinião, quer se goste ou não, o continuem a fazer de forma constante e livre porque é a democracia a funcionar. Mas, a expressão livre não deve ser recheada da calunia, falsa suspeição ou até mesmo manipulada por diversas formas ou agentes, e muito menos para obter benefícios que de outra forma jamais teriam. Não esquecer que estamos todos cá de olho aberto para responder adequadamente, mais não seja de forma legal.

Para pessoas, como eu, as redes sociais são essenciais para aproximar povos, culturas e saberes. São essenciais para a divulgação de costumes, tradições, produtos, serviços ou até mesmo opiniões como esta minha.

Deixem lá de criticar as redes sociais digitais e comecem a fazer as coisas da forma correta como sempre o deveriam ter feito. Santinhos só no céu, cá pela terra não conheço nenhum, nem mesmo eu o sou, mas tento melhorar todos os dias, assim como o mundo que me rodeia, contra os malfeitores desta enorme rede social a que chamamos de sociedade.

Haja saúde!