O dinheiro não paga tudo

Cartaz da edição de 2015

Festival Baixa D’areia ou Baixa D’areia Blues, promovido e organizado pela Junta de Freguesia da Vila de Água de Pau entre 2014 e 2017, estava a afirmar-se como um festival singular e do agrado da maioria dos Pauense em particular e do restante público em geral.

Foram quatro anos de sucesso em que promovemos não só grupos e bandas do concelho, como de São Miguel, Terceira, Santa Maria e Ilha do Pico.

As barraquinhas de comes e bebes e gelados etc, etc eram exploradas por comerciantes locais, era uma forma de promovermos os nossos gostos e sabores e dinamizando também a economia local. Festival Baixa D,areia caminhava para a sua sustentabilidade financeira. Este tinha um custo de 11.500 euros.

Na quarta edição do nosso festival, a Câmara Municipal com a sua gestão doméstica e atitude do quer, posso e mando e mesmo depois de o povo se ter manifestado com um baixo assinado para que a câmara apoia-se o nosso festival com um valor de 5.000 euros está não quis apoiar o Baixa D’areia blues, mas o mesmo foi realizado, até convidamos uma banda continental que estava a comemorar 25 anos de atividade.

Este ano A Câmara Municipal demonstrando falta de ideias, de inovação e com uma atitude incompreensível altera o nome do festival para caloura blues e diz que é a 1° edição, esqueceu-se que estava a ferir o orgulho dos Pauenses.

Aquele festival foi criado por nós, primeiro para nós e depois para todos os que quisessem nos visitar.

A Câmara Municipal publicitou o festival com outdorrs, com aberturas de telejornais, com 1.ª página em jornais, gastou uma fortuna, que no seu global deve rondar os 150.000 euros, mas os pauenses responderam com um “não” simplesmente não foram ao festival, a Câmara Municipal gastou 150.000 euros para 150 pessoas por noite, (nós colocávamos 900 cada noite) transformarem o nosso festival que era intimista para um festival elitista.

Quem é que paga isso? Isto é claramente brincar com dinheiros públicos. Noutras circunstâncias já estavam cabeças a rolar.

Para além do figurino do festival ter sido mal organizado, demonstrando falta de conhecimento para realizar um evento daquela natureza, tal como da nossa realidade, já começa a ser normal os festivais criados pela Câmara Municipal ser um poço sem fundo que se afundam dinheiros e desaparecem festivais.

Haja saúde.

Por José Fernando Costa

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Fonte: RTP Açores