MUSAMI inaugurou novo Centro de Triagem Automatizado de São Miguel As seis Câmaras Municipais…

MUSAMI inaugurou novo Centro de Triagem Automatizado de São Miguel As seis Câmaras Municipais…

16 de Julho, 2018 0 Por Azores Today


MUSAMI inaugurou novo Centro de Triagem Automatizado de São Miguel

As seis Câmaras Municipais de São Miguel, através da MUSAMI, deram a conhecer na segunda-feira, 16 de julho, o seu mais recente investimento, o Centro de Triagem Automatizado, localizado no Ecoparque da Ilha.
Na inauguração, o Presidente do Conselho de Administração da MUSAMI, Dr. Ricardo Rodrigues, explicou que a unidade fabril usa as mais avançadas tecnologias de separação automática e alguma separação e afinação manual e coloca em destino final, para expedição, os conteúdos do contentor azul – embalagens de papel e cartão – e os do contentor amarelo – embalagens de plástico e metal.
Até agora, este trabalho era efetuado em “outsourcing” em três turnos de oito horas cada, ou seja, trabalhava 24 horas por dia e era manual, com uma capacidade de laboração de 600 quilos por hora e estava a esgotar a sua capacidade face às necessidades.
A nova central de triagem tem a capacidade de separar 2,5 toneladas/hora e funcionará apenas 8 horas por dia, ou seja, apenas um turno e resolve, de forma mais eficaz e limpa, os resíduos atrás referidos.
Porém, frisou Ricardo Rodrigues, “a sua capacidade de separar resíduos valorizáveis é muito superior às necessidades atuais e está preparada para dar resposta às necessidades do futuro, porquanto todos, as autarquias e os cidadãos, temos a ambição de vir a cumprir os objetivos e metas a que estamos obrigados”.
Com esta nova unidade de triagem, criam-se 24 novos postos de trabalho, todos com contrato de trabalho sem termo e todos os trabalhadores auferem mais do que o salário mínimo.
O investimento na obra foi de 2,8 milhões de euros, tendo sido um projeto candidatado ao PO – SEUR, programa nacional para este tipo de investimentos, e incorpora a produção de energia renovável, com painéis solares, bem como tecnologias da indústria 4.0, como é o caso da manutenção de todos os equipamentos mais pesados poder ser realizada pelos fabricantes à distância, sem necessidade de deslocação de técnicos à ilha.
Com valores do ano de 2017, foram expedidos para o continente, para as indústrias recicladoras, cerca de 12 contentores por semana e faturados perto de 1,9 milhões de euros por ano, o que corresponde à maior parcela de receita, relativamente aos clientes da MUSAMI, as autarquias e os privados.
Em 2017, a quantidade de resíduos recolhidos na ilha de São Miguel foi de cerca de 89 mil toneladas, representando, relativamente a 2016, um aumento de oito mil toneladas, muito perto dos 9 por cento de aumento.
Ricardo Rodrigues afirmou que todos os investimentos, têm que ter em conta que, salvo os anos de crise, o crescimento da produção de resíduos é uma realidade.
“Recordo que temos levado a efeito um esforço de investimento, nem sempre bem divulgado e muitas vezes mal compreendido pelos detratores de serviço, como são exemplo a selagem do antigo aterro sanitário, construção de um aterro de suporte, uma estação de tratamento por osmose inversa que trata dos lixiviados e uma estação de valorização energética alimentada por biogás de aterro, que produz mais energia do que a que consumimos, bem como um edifício de armazenamento de composto, investimentos que totalizam mais de cinco milhões de euros”, observou.
O Autarca frisou que na MUSAMI “temos consciência e estudamos sempre as alternativas que se colocam tendo em vista, não só a economia circular, mas também a melhor forma de valorizarmos os resíduos que produzimos”.
Ricardo Rodrigues concluiu a sua intervenção informando que se continua a aguardar o desfecho do processo para construção da Central de Valorização Energética, com Tratamento Mecânico e Biológico a montante, “que obedece às melhores práticas de gestão e tratamento de resíduos”.
“Temos a ambição de, em matéria de resíduos, contribuirmos para o desenvolvimento sustentável da nossa ilha, ponderando sempre, como não pode deixar de ser quando se fala de investimento público, o custo e o benefício para os cidadãos e o ambiente”, vincou.
GCCMVFC

Fonte: Câmara Municipal de Vila Franca do Campo