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Vereadora Alexandra Viveiros destaca relevância e importância da coleção de árvores monumentais existentes em Ponta Delgada

A Vereadora Alexandra Viveiros defendeu, esta quinta feira à noite, que a obra “Jardim Botânico José do Canto – 100 Árvores”, da autoria de Raimundo Quintal e Teófilo Braga, é pertinente, uma vez que “não esquece a relevância e a importância da coleção de árvores monumentais existentes em Ponta Delgada, evidenciando a excelente trilogia de jardins históricos que a cidade oferece enquanto património botânico, cultural e científico, e que podem ser visitados pelo público em geral – refiro-me naturalmente, ao jardim José do Canto, aos jardins do Palácio de Santana e ao jardim António Borges.”
Falando, no Centro Natália Correia, no lançamento do referido livro, em representação do Presidente da Câmara, José Manuel Bolieiro, a Vereadora adiantou que “esta magnífica obra vai passar a fazer parte do nosso património identitário, como já o faz o próprio Jardim José do Canto e a sua imensa beleza”.
Publicado para assinalar o 120º aniversário do falecimento de José do Canto, figura impulsionadora do desenvolvimento dos Açores, o livro, segundo referiu, “representa uma merecida homenagem a este grande açoriano e ao seu legado botânico e científico”.
“Neste livro magnifico, com 200 páginas e 325 fotografias, prefaciado pelo Dr. Augusto de Athayde, na sua própria e muito particular homenagem ao seu tetravô, o jardim botânico José do Canto, evidência e reafirma a sua importância no âmbito e no contexto dos jardins açorianos, portugueses e europeus.”
Alexandra Viveiros aproveitou a oportunidade para reforçar “três ideias que dão boa nota de todo um esforço e empenho que o Município de Ponta Delgada tem feito para preservar e valorizar o importante património natural que detém”.
Apontou, desde logo, “todo o percurso de recuperação que foi feito na primeira década deste século XXI no jardim António Borges, e que muitas vezes não assim tão percetível pela população em geral. Desde o ano de 2000 que o Município levou a cabo um projeto de recuperação vastíssimo, desde a execução do sistema de drenagem de águas pluviais e domésticas, até à recuperação de lagos, iluminação, reposição da coleção botânica (…), num investimento que rondou um milhão e meio de euros que ficou concluído em 2010”.
Por outro lado, sublinhou, “estamos muito empenhados na colaboração que estamos a desenvolver no âmbito de dois projetos em parceria com a universidade dos açores, o AZ Flora e o Projeto Green Gardens – Azores (GreenGA), numa vertente tecnológica com vista a aperfeiçoarmos os nossos conhecimentos e a evidenciarmos a informação técnica e cientifica acerca das nossas espécies botânicas, e que é vista por nós como fundamental como potencial de desenvolvimento estratégico de comunicação com os diferentes tipos de visitantes”.
A Vereadora recordou que, em 2017, o Município de Ponta Delgada tornou-se sócio da Associação Portuguesa dos Jardins Históricos, como forma de “nos posicionarmos não só como cuidadores de tão importante património que nos envaidece e valoriza, mas também como forma de anunciarmos, entre os demais, que queremos partilhar e receber conhecimento”.
“Por todo este nosso interesse e olhar atento, em nós e nos outros, não posso, mais uma vez, de deixar de referir que o Jardim José do Canto, é também um excelente veículo de partilha de conhecimento, pois tem representadas, na sua variadíssima flora, diferentes regiões do globo, contribuindo significativamente para essa nova área em desenvolvimento, que é o do Turismo de Jardins.” – frisou.

Vs l0615Fonte: C. M. de Ponta Delgada