Consciência

Consciência

21 de Abril, 2018 Não Por Azores Today

Muitas vezes tenho a sensação que os políticos não ligam patavina ao Povo que os elegeu. Depois de se apanharem nos tão desejados lugares acham-se muito importantes e olham para nós como um mal necessário a ter em conta somente em ano de eleições.

No conforto dos seus gabinetes traçam estratégias governativas apenas com o intuito de alimentar o poder. Não lhes interessa a resolução definitiva dos problemas que atormentam a população, mas assegurar uma dependência de ajuda pública que lhes confira o estatuto de imprescindíveis junto de quem já não olha o futuro com esperança.

No discurso político julgam que é fundamental usar palavras caras, sempre com um ar de quem sabe do que está a falar, seja a propósito da construção de uma incineradora ou sobre a duplicação de um subsídio qualquer.

Outros, mais limitados, optam pelo silêncio na expectativa de passarem despercebidos. Afinal, “um tolo calado passa sempre por discreto.”

Esta classe política instalada apenas olha para os seus interesses.

Deixou de ter consciência que tem um Povo para proteger.

 

Por Pedro Nascimento Cabral

in Açoriano Oriental de 21 de Abril de 2018