Governo não está a assumir o que lhe compete para que São Jorge alcance outro nível de desenvolvimento económico e social

O grupo parlamentar do PSD/Açores desafia o Governo regional a assumir as suas responsabilidades em São Jorge, ilha que pode e deve alcançar outro nível de desenvolvimento económico e social. Segundo António Pedroso, os privados estão a fazer a sua parte, mas esperam outra atuação por parte do executivo.

“Os privados estão a dar o seu contributo, mas falta que o Governo faça o que lhe compete para que São Jorge aproveite o seu potencial na Agricultura, Turismo e Ambiente, três setores que constituem uma cadeia de valor associado e que são essenciais para criar emprego, para fixar jovens e para atrair investimento”, declarou o deputado do PSD/Açores eleito por São Jorge.

António Pedroso falava no final das jornadas parlamentares do PSD/Açores em São Jorge, que decorreram desde terça-feira, dedicadas a uma “reflexão profunda” sobre os desafios e as oportunidades que se colocam nos setores da Agricultura, do Turismo e do Ambiente naquela ilha.

No caso da Agricultura, António Pedroso sublinhou que “os agricultores e os produtores estão a garantir a qualidade do leite e a qualidade do nosso queijo”.

No entanto, acrescentou, “é urgente que se construa um novo matadouro na ilha porque a infraestrutura que existe atualmente já não tem as condições desejáveis para garantir a certificação de carnes e para garantir a qualidade no abate, de forma a garantir também que a carne de São Jorge saia com a qualidade devida”.

Em relação ao queijo, o deputado exigiu mais apoios do Governo regional, alegando que o apoio dado para a stockagem não tem chegado a um terço do que tem sido solicitado.

“É importante aumentar a capacidade de armazenamento de forma a assegurar a qualidade do queijo que já tem dois ou três anos de cura e para que esse queijo se afirme num mercado diferenciado o que, acreditamos, irá gerar mais valor e mais riqueza para os agricultores de São Jorge”, explicou o deputado.

António Pedroso destacou ainda o investimento dos empresários turísticos em alojamentos qualificados e de excelência, aposta essa que tem promovido um turismo diferenciado, na medida que está ancorado na paisagem marcante de São Jorge e nas suas fajãs ambientalmente reconhecidas.

Porém, sublinhou, “esse investimento é prejudicado pelas deficitárias ligações aéreas e marítimas e pela falta de credibilidade de programação”.

No caso das ligações marítimas, o deputado elencou as falhas: “os horários não são publicitados atempadamente e, de um momento para o outro, São Jorge deixa de ser servido por uma linha, neste caso a ‘Linha Lilás’, quando os empresários e agentes turísticos já promoviam pacotes que incluíam essa mesma linha”.

Do ponto de viste ambiental, o parlamentar social-democrata alertou para as consequências para a paisagem e até para a saúde pública que resultam da não existência de uma bolsa para o depósito de carcaças animais no Centro de Processamento de Resíduos de São Jorge, que os deputados visitaram durante estas jornadas parlamentares de três dias em São Jorge.

“Os agricultores estão a ser obrigados a enterrar os animais nas suas pastagens, quando antes entregavam as carcaças nos aterros sanitários. Ora, o Governo quando construiu o Centro de Processamento de Resíduos não se lembrou que era preciso uma bolsa para depositar carcaças, um detalhe que é muito importante numa ilha em que a criação de gado é essencial para a Economia”, explicou António Pedroso.

Fonte: PSD Açores

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