A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas anunciou hoje, em Ponta Delgada, que a Região vai avançar, de imediato, para a construção de um novo navio destinado a substituir o ‘Mestre Simão’.

“A Administração da Atlânticoline, com a concordância do Governo dos Açores, optou por promover, de imediato, a construção de uma nova embarcação, similar àquela que agora foi dada como perdida”, revelou Ana Cunha, numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente do Conselho de Administração da Atlânticoline, Carlos Faias.

A titular da pasta dos Transportes sublinhou que “ninguém esperava este infortúnio, naturalmente”, assegurando que “tudo está a ser feito para devolver ao ‘Triângulo’, tão rápido quanto possível, a normalidade do transporte marítimo de passageiros e viaturas”.

“Contamos com a compreensão de todos os que utilizam este serviço, pois fica a certeza, e deixo-vos a certeza, que tudo está a ser feito para que volte a ser, o mais rapidamente possível, como era antes”, acrescentou.

A Secretária Regional lembrou que o Governo dos Açores tem estado ao lado da Atlânticoline “desde o início, e está ao corrente de todos os desenvolvimentos”.

Ana Cunha quis também “enaltecer, novamente, a coragem, a abnegação e o profissionalismo, não só do mestre do navio, bem como de toda a sua tripulação, na evacuação dos 61 passageiros que seguiam a bordo do ‘Mestre Simão’, na manhã do dia 6 de janeiro”.

“Para o Governo dos Açores, seja qual for o cenário, em primeiro lugar, e acima de tudo, está a salvaguarda das vidas humanas que estiveram envolvidas neste acidente e, portanto, nunca será demais mencionar e enaltecer a forma como decorreu todo o processo de evacuação dos passageiros. A todos eles, e a todas as entidades envolvidas, mais uma vez, o nosso obrigado”, frisou.

A Secretária Regional salientou que, nas últimas semanas, “as autoridades, os peritos e as várias entidades técnicas têm estado a desenvolver o seu trabalho, com vista à retirada do combustível, outros poluentes e até materiais que estavam a bordo do navio ‘Mestre Simão’, de forma a evitar qualquer foco de poluição passível de causar danos na zona do Porto da Madalena, na zona envolvente, ou seja, na zona onde o ‘Mestre Simão’ encalhou”.

A par disso, foi também desenvolvida por essas entidades, nomeadamente pelas seguradoras, um trabalho de avaliação do estado do navio, e uma ponderação dos passos seguintes, sendo que “nessa avaliação, as seguradoras concluíram que não é viável recuperar o ‘Mestre Simão’, tendo-o dado como perdido”.


Fonte: GaCS/HB

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