Governo corta no investimento público na Educação quando há escolas que aguardam há anos por uma intervenção

A deputada do PSD/Açores Maria João Carreiro questionou o Governo regional sobre os cortes no investimento público no setor da Educação anunciados no Plano da Região para 2018, quando há escolas açorianas que aguardam há anos por uma intervenção.

A proposta do executivo regional para o próximo ano prevê uma redução de 18,8% do investimento público neste setor em relação ao que foi programado para 2017.

“Considerando a redução da verba afeta às construções escolares, quanto tempo mais vai ter de esperar a comunidade educativa por uma melhoria nas suas escolas e por condições dignas e adequadas a uma educação de sucesso”, questionou a deputada, frisando que as verbas para 2018 correspondem a intervenções sucessivamente adiadas.

São os casos da EBI de Rabo de Peixe, da EBI de Arrifes, da EBI de Lagoa e da EBS de Povoação, cujas “respetivas comunidades educativas esperam e desesperam por infraestruturas dignas e adequadas às práticas pedagógicas que se exigem nas escolas de hoje”, garantiu, acrescentando que também as escolas com amianto não sofreram qualquer intervenção, apesar do Governo ter assumido este compromisso até 2017.

Maria João Carreiro conclui, por isso, que os documentos provisionais propostos pelo Governo refletem, uma vez mais, as promessas várias vezes sufragadas e não cumpridas de construções escolares e lembrou que o PSD/Açores propôs no Plano de 2017 a introdução de uma verba única para reparações escolares que foi chumbada pelo PS.

A porta-voz do PSD/Açores para a Educação notou ainda, durante o debate do Plano e Orçamento para 2018, que só agora o Governo inscreve um reforço da Ação Social Escolar, dotando-o de uma verba que corresponde ao proposto, desde 2016, pelo PSD/Açores e chumbada pela maioria socialista no parlamento açoriano.

“Defendemos há muito o reforço da ação social escolar para derrubar barreiras à aprendizagem. O PS, por dois anos consecutivos, preferiu sacrificar os cerca de 65% dos alunos que beneficiam deste apoio para, por mera teimosia política, não reconhecer que a razão estava do lado do PSD/Açores”, afirmou.

Não obstante os progressos atingidos no setor, a parlamentar sublinhou que “há indicadores que demonstram que continuamos a ser os primeiros dos últimos”. A prova, concretizou, são as taxas de retenção e de desistência nos ensinos básico e secundários, as mais altas do país, ou a taxa de abandono escolar precoce que se fixa nos 27%.

“A Educação deve ser uma prioridade, mobilizando todos os açorianos e definindo ações concretas por mais e melhor Educação. Os Açores merecem um novo rumo na Educação, em prol do seu desenvolvimento, mas para isso o Governo tem de passar das palavras aos atos e não se ficar apenas pelos anúncios”, desafiou a deputada social-democrata.

Maria João Carreiro explicou que, para o PSD/Açores, há objetivos que são prioritários, como é o caso do reforço das autonomias das escolas ou do envolvimento dos pais e dos vários agentes educativos em novas abordagens de gestão partilhada associadas a um plano anual de melhorias de resultados educativos, com objetivos e metas quantificáveis.

Fortalecer a profissão de docente é outro dos objetivos prioritários do PSD/Açores para a Educação nos Açores, salientou Maria João Carreiro, “dando-lhes margem de progressão e mais tempo para trabalharem individualmente com os seus alunos e com os pais, para investirem no seu desenvolvimento profissional e no dos colegas”.

A deputada definiu ainda como necessário e prioritário para garantir o sucesso da Educação nos Açores habilitar as escolas com recursos para desenvolverem planos anuais de melhorias e renovar e capacitar equipas do corpo não docente para a intervenção educativa, bem como valorizar a educação escolar junto da população adulta.

Fonte: PSD Açores

2 comments

  1. Francisco Silveira

    Gostaria de saber uma coisa pela qual até hoje ninguém responde:

  2. Francisco Silveira

    A primeira escola do tipo por módulos separados, foi a escola Canto da Maia. Já nessa altura o modelo dessas escolas estava Obsoleto, nos países de origem. Sabendo que este tipo de escolas não era o mais indicado para o nosso tipo de clima, porque razão continuaram a construir mais escolas deste mesmo modelo na região? Ninguém até hoje foi responsabilizado, Porque ???????

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