Governo agiu tarde no caso da rutura continuada de medicamentos no Centro de Saúde da Ribeira Grande

O grupo parlamentar do PSD/Açores condena a atuação tardia do Governo no caso da rutura continuada de medicamentos na Unidade de Cuidados Continuados do Centro de Saúde da Ribeira Grande, situação que motivou uma queixa da Ordem dos Enfermeiros ao Ministério Público contra a Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel (USISM).

Segundo Luís Maurício, deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Saúde, a Secretaria Regional da Saúde já estava alertada para a rutura de fármacos em vários centros de saúde de São Miguel quando foi informada, a 10 de julho, pela Ordem dos Enfermeiros, da rutura de medicamentos naquela Unidade de Cuidados Continuados.

“Esta tutela age de forma reativa em vez de atuar de forma proativa. Ou seja, não sabe prevenir a ocorrência dos problemas, nomeadamente a falta de medicamentos. E isso é muito grave”, afirmou Luís Maurício no final da audição, requerida pelo PSD/Açores, do secretário regional da Saúde, Rui Luís, na Comissão de Assuntos Sociais.

Segundo o parlamentar, “houve uma falha por omissão de atuação da tutela”, uma vez que também um relatório da Inspeção Regional da Administração Pública, de 14 de dezembro de 2016, continha “afirmações muito graves” sobre a rutura de medicamentos em São Miguel e no qual, dada a gravidade da situação, era recomendado o envio desse mesmo relatório à Inspeção Regional de Saúde.

“É muito estranho que o senhor secretário regional garanta, neste parlamento, que não conhece esse relatório. A tutela tinha obrigação de conhecer os factos que nós aqui relatamos e de ter agido para encontrar uma resposta”, frisou.

Luís Maurício salientou que a carta enviada pelo secretário regional da Saúde, a 18 de agosto, em resposta à missiva da Ordem dos Enfermeiros denunciadora da situação, a 10 de julho, garantindo que tudo estava ultrapassado, não se revelou verdadeira, pois a rutura de medicamentos permaneceu de forma reiterada.

“Não há morosidade, nem burocracia que justifique a falta de um medicamento na hora em que um doente necessita dele”, afirmou, adiantando que Rui Luís, em reposta à primeira carta da Ordem, justificou o atraso na entrega dos medicamentos com um “processo burocrático, moroso, mas obrigatório”.

Luís Maurício considera que a audição ao secretário regional da Saúde confirmou a veracidade das denúncias da Ordem dos Enfermeiros e lamenta que o Governo procure escudar-se nas falhas de comunicação entre enfermeiros e médicos para justificar a rutura de fármacos no Centro de Saúde da Ribeira Grande e a sua ação reativa e tardia.

“A falha de comunicação tem sido utilizada de forma exacerbada para explicar essa situação. O que está em causa é que não existe o medicamento quando ele é preciso e a falha na comunicação só existe porque não havia medicamento. E isso não pode acontecer”, defendeu o porta-voz do PSD/Açores para a Saúde.

Fonte: PSD Açores

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *