Carpe Diem!

Carpe Diem!

20 de Setembro, 2017 0 Por Azores Today

Somos poucos mas não somos raros! Ao longo desta viagem temos conhecido várias famílias a navegar, a maioria com dois filhos. A maioria, como nós, anda à procura de outras famílias para que as crianças possam brincar juntas. E também aqui, não são raras as vezes em que são as crianças que juntam os adultos. Hoje juntamos-nos 3 famílias, seis crianças, para festejar o 7º aniversário do Dylan, em Bora Bora. Cada família com uma nacionalidade diferente, oriunda de uma cultura diferente e com tanto em comum. Também eles foram aplaudidos e criticados quando largaram tudo para educar os filhos no mar, pelo mundo. Também eles sentiram as asperezas da adaptação a uma nova forma de vida, e que implicou tantas descobertas, muitas delas interiores. E todos, sentimos que estamos a dar o melhor aos nossos filhos, apesar do alto preço da distância daqueles que amamos. Para quase todos os que conhecemos, este é um projecto de poucos anos por indisponibilidade financeira. Apesar das dificuldades da vida de mar, quase todos os que conhecemos, escolheriam esta vida de liberdade, fora do trilho, no comando do seu dia-a-dia. Parece lógico? Então porque somos tão poucos?! Especialmente num país com a nossa História e com a nossa quantidade de mar? Porque é que só conhecemos uma família portuguesa a navegar, além de nós, se há tantos insatisfeitos com a sua vida “acorrentada” das 9h às 5h? Gaiolas douradas… diz-me a minha querida amiga Susana. Amarras e “defensas” psicológicas? Que não seja porque isto é coisa de ricos, porque não é! A maioria das famílias navegantes que conhecemos são classe média alta e todos, gastamos menos no mar do que gastávamos em terra. Aqui não pagamos escolas e explicações, embora os nossos filhos passem a vida em visitas de estudo, não pagamos água, eletricidade ou internet e o consumo de gáz é muito pouco (só para cozinhar). Em roupa e calçado basta o mínimo e no supermercado, reduzimos significativamente os gastos de peixaria e outros, porque a fartura europeia é coisa rara na maior parte do mundo. Para os bons velejadores até o consumo de gasolina diminuiu drasticamente e, por conseguinte, a pegada ecológica – que é uma coisa muuuuito importante! Claro que há um grande gasto inicial, com o barco, com a preparação do barco para a autonomia e que se deixa de ter ordenado, pois ainda são poucos os trabalhos à distância. Mas não valerá esta oportunidade, o adiamento da compra da casa, a venda do carro e do sofá? Cada um sabe de si, cada um tem o seu sonho. E eu só queria passar a mensagem, àqueles tantos sonhadores, que isto tudo vos é bem mais acessível do que imaginam. Que felizmente, vivemos numa altura em que o mundo está ao nosso alcance, com bastante segurança. E que um projecto chega, para tudo começar 😊

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Família Portuguesa há 2 anos e meio no mar.

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Família Americana há 1 ano a velejar.

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Família Australiana há 1 ano ao sabor das ondas.

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