A RESPEITO E PELO RESPEITO AOS EMIGRANTES

Nos últimos dias tenho lido e ouvido muitas coisas sobre os emigrantes. Coisas negativas que vêm do nosso próprio povo e relatadas por quem nos visita.

Não sou do género de achar que se devem levar os emigrantes ao colo, mas muito menos que sejam maltratados, injuriados ou até mesmo explorados. Infelizmente, uma realidade que vai acontecendo, aqui e ali, pontualmente.

Gostaria de chamar a atenção e puxar da memória de alguns menos esclarecidos, ou ate mais esquecidos, que, durante décadas, estas ilhas viviam à espera do “barril da américa”. Era nele que vinham algumas roupas de melhor qualidade (ou se calhar as únicas que se conseguiam), alguns “candilhes” e, principalmente, a saudade de casa e o carinho pelos seus que aqui ficaram, numa terra pobre e esquecida.

Certo é que os tempos mudaram e ainda bem que assim  foi, mas como no restante, temos memória curta e acabamos por perdoar os imperdoáveis e maltratar quem nos tratou bem. Nada disto faz sentido e nada disto é correto. Esta coisa de andar de “barriga cheia” e se achar que já ninguém faz falta, que o melhor é andarem por lá, faz enfurecer e relembrar a alguns destes hipócritas que um dia foram emigrantes, trabalharam quinze horas por dia, numa terra estranha, para terem algum conforto que agora gozam e usam para escarnecer dos outros.

Relembro também que muitas das obras das nossas igrejas têm sido pagas pelos nossos emigrantes maioritariamente. São eles que muitas vezes animam as arrematações pagando muito para além do valor das coisas numa perspetiva de ajudar as “Festas”.

Numa altura que cada vez mais nos preocupamos com o turismo não precisamos certamente de maltratar ou explorar os nossos melhores turistas, ou seja, aqueles que daqui são naturais.

Haja respeito e dignidade humana por todos, quer sejam os locais, quer seja quem nos visita

 

José Pacheco

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