Carlos Ferreira quer Plano de Desenvolvimento Estratégico para o Faial

“A ilha do Faial precisa de um Plano de Desenvolvimento Estratégico para os próximos 10 anos, que aponte o caminho que pretendemos seguir e a estratégia para lá chegar, quer ao nível do investimento público direto, quer ao nível do apoio a investimentos privados”.

É desta forma que Carlos Ferreira fundamenta a intenção de elaborar um plano de desenvolvimento “sustentado e sustentável, para que se deixe de navegar à vista e se saiba o que queremos e o que temos que fazer para o conseguir”.

O candidato à Câmara Municipal da Horta pela coligação Acreditar no Faial destaca que esta é uma das principais conclusões do trabalho do Fórum de Cidadãos e da análise dos 18 trabalhos elaborados no seio daquele espaço de reflexão independente.

Para Carlos Ferreira, “a Câmara Municipal é o governo da ilha e deve liderar o debate público, assumir as decisões e funcionar como o farol que ilumina o caminho a seguir, quer em termos de funcionamento da própria autarquia, quer em termos de apoio a quem quer investir e ajudar a trilhar esse mesmo percurso”.

No cimo do monte Carneiro, local de onde se avistam diversas freguesias da ilha, e acompanhado por Laurénio Tavares, candidato à Junta de Freguesia da Matriz, Carlos Ferreira debruçou-se sobre várias das áreas que pretende abordar no plano em questão.

A inigualável vocação marítima do Faial no seio da região foi o tema escolhido para uma análise mais pormenorizada tendo em vista a sua consolidação no futuro da ilha, área em que a candidatura pretende criar um espaço de acolhimento de empresas ligadas ao mar e apoiar a sua instalação, também com incentivos municipais.

Esta proposta complementa as medidas já anunciadas de criação de um programa de bolsas de estudo para alunos que pretendam estudar no Faial (DOP) e de promoção das condições necessárias à efetiva lecionação da licenciatura em ciências do mar nesta ilha, dando um estímulo essencial para o desenvolvimento do ensino superior no Faial e afirmando a Câmara como o motor nuclear para atingir este objetivo.

Carlos Ferreira entende ainda que a autarquia deve liderar as reivindicações sobre a chamada 2ª fase da obra do porto, reiterando a necessidade de ampliação da marina, de dotação de infraestruturas para reparação e manutenção naval que transformem o Faial numa zona de invernagem do Atlântico, de melhoria das instalações das empresas marítimo-turísticas, de requalificação e ampliação das instalações do Clube Naval e da dotação de cais acostável para navios de maior dimensão para acolher cruzeiros turísticos, de modo a afirmar, “na prática e não apenas no discurso, a Horta como a capital do mar dos Açores”.

Mas o candidato quer ver muitos outros temas estruturantes no Plano de Desenvolvimento Estratégico preconizado, e enuncia como exemplos a pecuária e a produção agrícola, as acessibilidades aéreas, o transporte marítimo de passageiros e de mercadorias, o património religioso e cultural ou a rede viária do Faial, que classifica como “uma das piores dos Açores”.

O turismo é também um setor incontornável para o desenvolvimento da ilha e, segundo o candidato, talvez o que carece de um planeamento mais urgente. “Queremos um turismo de qualidade, não de massas, mas um turismo regular ao longo do ano e para isso temos que planear e encontrar mecanismos de combate à sazonalidade flagrante que nos afeta e que é um grande obstáculo ao aumento da qualidade e à sustentabilidade de vários negócios”, declarou Carlos Ferreira.

Por último, Carlos Ferreira abordou ainda a saúde, “uma área crítica”, considerando que apesar de ser uma matéria de competência eminentemente do Governo Regional, a autarquia pode e deve desempenhar um papel de relevo. “Se vencermos as eleições, a Câmara Municipal será a primeira e a grande defensora da qualidade dos serviços prestados aos faialenses e do papel do Hospital da Horta no seio do serviço regional de saúde”, declarou.

Ler Mais em: PSD Açores

Ver também

Vasco Cordeiro incapaz de exigir à República que cumpra os seus compromissos

Mónica Seidi considera que a reação de Vasco Cordeiro à inexistência no Orçamento do Estado para 2018 de qualquer verba para a execução do Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT) con..

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *