HISTÓRIAS DA MINHA VIOLA

HISTÓRIAS DA MINHA VIOLA

21 de Agosto, 2017 0 Por Azores Today

Por José Pacheco

Esta minha viola, uma Dotch, de fabrico alemão, inspirada nas já míticas Ovations, tem sido uma fiel companheira ao longo de quatro anos. Este instrumento comprei-o quase na mesma altura que fundávamos os Filhos da Terra e já se confunde um pouco com a história do grupo. Apesar de já me terem visto a tocar com guitarras diferentes, esta é sempre a que mais estima tenho e que está ao lado da minha secretaria de trabalho para preparar cada ensaio ou criar algumas das versões que vamos tocando.

Mas ontem, ela mudou de mãos temporariamente. Resolvi emprestar a minha Dotch a um dos elementos mais novos da nossa Escola de Musica Filhos da Terra para que pudesse ter a oportunidade de se estrear no grupo acústico Filhos da Terra com uma semiacústica. Vi o nosso Emanuel “Slash” Almeida a tocar cada corda com o mesmo cuidado e com o mesmo empenho que sempre a toco, o que me encheu de orgulho e me fez sentir realizado.

Mas isto é apenas metade da história uma vez que a mais nova de todos, com apenas dez anos, a nosso Filipa Ambrósio Borges, estreou-se, de igual modo, na composição principal do grupo, tocando uma das melhores guitarras que dispomos e substituindo a ausência, por motivos profissionais, do nosso Bruno Correia. Outro enorme exemplo de grande dedicação desta jovem instrumentista, mas também de todos aqueles que a acompanham no seu crescimento musical dentro da nossa escola de música.

Nada disto seria possível se não existisse uma Sara, uma Ana Sofia ou um Bruno. Jovens músicos que doam o seu tempo livre, e até os seus instrumentos pessoais, em prol destes mais novos, na formação musical e numa ocupação dos seus tempos livres de uma forma saudável e positiva.

Para aqueles meus amigos que me questionam constantemente como posso ter tanta paciência para tudo isto que faço e incentivo outros  a fazer, era a ver a cara deles em cada musica,  em cada acorde, a cada aplauso do publico. Não se esqueçam que a vida é curta como um sopro de vento e temos todos a obrigação de deixar este mundo melhor do que estava no dia que cá chegamos.

Acreditem, assim vale mesmo a pena, basta acreditar.

 

José Pacheco