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Duarte Freitas remete carta a Vasco Cordeiro com soluções para a SATA

O líder do PSD/Açores vai remeter uma carta ao presidente do Governo regional, através da qual apresentará a Vasco Cordeiro a posição dos social-democratas açorianos sobre a situação do Grupo SATA e defenderá um conjunto de propostas para solucionar os problemas que estão a afetar a companhia aérea açoriana.

Segundo Duarte Freitas, “a sustentabilidade da SATA, a garantia de um serviço público de transportes aéreos nos Açores, a paz social e a estabilidade laboral na empresa são um desígnio inadiável para os órgãos de governo próprio da Região” e para o qual o maior partido da oposição está “disponível para encontrar soluções que fogem ao Governo”.

Duarte Freitas, que falava na sessão de abertura da Universidade de Verão do PSD/Açores e da JSD/Açores, que decorre no Pico até domingo e que marca a rentrée política do partido, adiantou que o Governo contará com o apoio do PSD/Açores numa eventual alteração orçamental, já em setembro, para que o executivo pague o que deve à transportadora.

O PSD/Açores considera “urgente” o pagamento da dívida de 50 milhões de euros do Governo à SATA, desde logo porque essa dívida traduz-se em problemas de tesouraria para a empresa, nomeadamente as dívidas da SATA de igual montante a fornecedores.

O líder do maior partido da oposição disponibilizou-se para acompanhar as autoridades regionais, se for esse o entendimento do Governo regional, na procura de soluções imediatas de recapitalização da SATA, onde quer que seja, inclusive em Bruxelas.

Sem a recapitalização da SATA, explicou, “não é possível ultrapassar a situação atual da companhia, face aos quase 100 milhões de euros de capitais negativos” e às “necessidades de reforço de capitais na ordem dos 150 milhões de euros para que seja encontrado o equilíbrio financeiro da empresa”.

A necessidade de abrir a SATA a capitais privados parece cada vez mais uma evidência e sobre esta solução recai um consenso regional. Neste quadro, “também aqui o PSD/Açores está disponível para estudar e apoiar uma solução que passe pela entrada de capitais privados estratégicos no setor dos transportes aéreos na SATA”, avançou.

Entre as propostas que serão enviadas por carta para o presidente do Governo regional, o PSD/Açores considera “inadiável” a definição de um Plano Estratégico para o Grupo SATA para ser executado nos próximos três anos “por um conselho de administração capaz de liderar um processo de reestruturação total da empresa”.

A celebração de contratos de gestão plurianuais para o setor público empresarial regional, do qual faz parte a SATA, para que possa existir estabilidade e independência na execução dos planos estratégicos, é outras das propostas do PSD/Açores para a empresa.

Duarte Freitas considera a urgente a execução dessas propostas e frisa que, em todo este processo, “será importante assegurar a paz social na empresa e garantir que, no prazo de três anos, todos se comprometam a colocar a salvação da companhia em primeiro lugar”.

O líder do PSD/Açores lembrou ainda que “a própria Comissão de Trabalhadores da Azores Airlines assumiu recentemente que espera que o Conselho de Administração da SATA se comprometa com uma reestruturação empresarial justa e produtiva e que haja um grande sentido de responsabilidade quer dos sindicatos, quer da administração”.

Duarte Freitas sublinhou que “a SATA está a prestar um mau serviço aos açorianos, aos empresários que investem na Região, aos turistas que procuram os Açores para férias e está a por em causa a dedicação dos seus trabalhadores”, situação que “é o culminar de uma década de má gestão e opções erradas dos Governos do Partido Socialista”.

“O que se está a passar com a SATA, e o estado a que a chegou, é um mau serviço à credibilidade do exercício da Autonomia e à capacidade de autogoverno dos açorianos”, afirmou, defendendo que este “é o momento de o Governo assumir a responsabilidade pela SATA estar nesta situação e não o momento de arrogâncias governativas”.

O líder do PSD/Açores lembrou que Vasco Cordeiro tem responsabilidades diretas na SATA há quase 10 anos — período em que se registou uma perda de valor por prejuízos acumulados de mais de 130 milhões de euros —, acusando o agora chefe do executivo de se ter demitido dos seus deveres enquanto responsável político pela companhia aérea.

“A situação a que a SATA chegou revela uma absoluta falta de estratégia para enfrentar os desafios que se colocam ao setor dos transportes aéreos ineri-lhas e com o continente e uma total irresponsabilidade do Governo perante o novo paradigma e modelo de desenvolvimento do turismo nos Açores”, acrescentou.

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