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Marcos Couto quer manter as escolas abertas nas freguesias para combater o envelhecimento da população

O candidato do PPD/PSD à presidência da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo quer mudar a política de educação do município, mantendo as escolas abertas nas freguesias, combatendo, assim, o envelhecimento da população.

“Uma das principais funções de uma Câmara é, sem dúvida, a defesa dos interesses da sua população”, constatou Marcos Couto, realçando que, em Angra do Heroísmo, isso é “algo que não tem acontecido ao longo destes últimos anos”, dando como exemplo a política municipal de Educação.

No entender do candidato, “é importante que uma edilidade como a Câmara de Angra tome uma posição clara sobre o fecho das escolas primárias no concelho”.

Pela sua experiência como professor, Marcos Couto percebeu que a escola é, “sem dúvidas, um elemento agregador da própria freguesia”.

“Um exemplo elucidativo disto é a forma como as pessoas olham para a escola como fonte da manutenção da sua existência, ao longo dos tempos”, salientou, acrescentando que “o som que ecoa das crianças a brincar no recreio é fonte da vida dessa freguesia”.

Para o social democrata, “ignorar este facto, fazer de conta que ter ou não ter escola numa freguesia é a mesma coisa, é contribuir para a sua desertificação e, sucessivamente, o envelhecimento das suas populações”.

Marcos Couto dá o exemplo de uma situação, num país desenvolvido, onde é mantida uma linha de comboio, com todos os custos que isso acarreta, para que uma professora se possa deslocar a uma aldeia, para dar aulas a meia dúzia de alunos.

“Se fosse nos Açores, na ilha Terceira ou no concelho de Angra do Heroísmo, muito provavelmente, essa escola seria fechada e os alunos seriam transportados para a freguesia mais próxima. Isso tem levado a um efeito dominó de fecho das escolas, o que é muito prejudicial paras as freguesias”, realçou, lamentando que, nos Açores, “estamos, neste e noutros aspetos, vinte anos atrasados em relação ao que se faz na Europa”.

O candidato do PPD/PSD destacou que a teoria das superescolas, já há muito abandonada em países desenvolvidos, ainda encontra defensores na Região, e em particular na ilha Terceira.

“Parece-me essencial que juntando à defesa da manutenção das escolas nas freguesias os incentivos à natalidade e à criação de emprego e crescimento económico, que proponho, é possível criar condições para a fixação da população nas freguesias, mais distantes da cidade”, afirmou Marcos Couto, realçando que “é preciso ter coragem para defender a ilha Terceira e o concelho de Angra do Heroísmo”.

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