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Conferência Internacional “A Grande Guerra e os Açores: Da estratégia naval à guerra das trincheiras”

A sessão de abertura da Conferência Internacional, subordinada ao tema “A Grande Guerra e os Açores: Da estratégia naval à guerra das trincheiras”, organizada pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, vai realizar-se a 13 de julho, às 10h30, no Museu Militar dos Açores (Forte de São Brás)
Esta conferência, uma iniciativa da Autarquia, realizada em parceria com o Comando da Zona Militar dos Açores, também surge no âmbito das comemorações dos 100 anos do bombardeamento alemão a Ponta Delgada, durante a I Grande Guerra Mundial (4 de julho de 1917).
A sessão de abertura deste encontro, organizado pelo IHC e que visa analisar a relação do Atlântico, com particular ênfase nos Açores, no complexo apoio logístico aos beligerantes, bem como valorizar a memória dos atuantes e o Património material e imaterial, no ano em que se evoca o bombardeamento da principal cidade açoriana e a criação de uma base naval estrangeira no seu território, será presidida por José Manuel Bolieiro. A sessão de encerramento terá lugar também no Museu Militar às 18h30, de 14 de julho.
O oceano Atlântico agrega a civilização ocidental nas suas margens, tendo ao seu centro o arquipélago dos Açores.
Intensamente disputado desde os descobrimentos, com o advento da Revolução Industrial, com a propulsão mecânica e ascensão económica e política dos EUA, conheceria um incremento comercial, baseado numa possante economia de mercado e num forte poder do capital financeiro, reforçando ainda mais o seu papel como via de abastecimento das matérias-primas coloniais, às metrópoles.
A presença de poderosas marinhas de guerra como mercantes, com uma moderna indústria naval de grande capacidade de produção, torna-se cada vez mais o seu cenário de fundo, nomeadamente durante a I Guerra Mundial.
Dentro desta ótica, o papel do Atlântico durante a Grande Guerra passaria pela importância do comércio marítimo e pela necessidade de proteger o tráfego comercial, de uma Europa em guerra, assumindo as consequências de perturbar o do inimigo, bem como a utilização de uma rede de cabos submarinos com ramificações para todo o Mundo.
A entrada dos EUA na I Guerra Mundial marcou o fim da hegemonia mundial do continente europeu, que durara três séculos, mudando as simetrias no centro do Atlântico. Entrar na guerra, para além de proteger a grande via comercial que o Atlântico representava e reforçar (ou cortar) a logística da guerra continental, implicava a preservação do conjunto de interesses desta comunidade Atlântica, idênticos nas necessidades e objetivos.
Esta conceção, apesar de ter em segunda conta, um conceito de defesa predominantemente orientado para ameaças terrestres, chamaria a atenção para a urgência de precaver o comércio pelo mar e as próprias costas dos beligerantes, não só como via de reabastecimento mas também pela eventualidade de um ataque bem-sucedido às suas retaguardas ou aos flancos. O advento da aeronáutica reforçaria esta mudança de política em relação às ilhas atlânticas, claramente comprovada pela instalação de uma base aeronaval americana em Ponta Delgada, e pela passagem do comandante Read com o seu NC 4 em 1919, legitimando a importância do arquipélago no cerne da aviação no Atlântico norte.
O encontro acima referido,que é aberto a todo o público em geral, visa analisar a relação do Atlântico, com particular ênfase nos Açores, no complexo apoio logístico aos beligerantes, independentemente do palco de guerra ser europeu ou colonial, e as múltiplas dinâmicas envolvidas, sejam políticas, económicas, ideológicas ou geográficas.
Paralelamente, procura valorizar e dignificar não só a memória dos atuantes como o Património material, e imaterial, no ano em que se evoca o bombardeamento da principal cidade açoriana e a criação de uma base naval estrangeira no seu território.

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