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PSD/Açores alerta para degradação da qualidade das águas na Lagoa das Sete Cidades

A deputada do PSD/Açores Catarina Chamacame Furtado alertou hoje para a presença excessiva de algas na Lagoa das Sete Cidades, alegando que é um “forte indicador da degradação da qualidade” das águas.

“Esta situação atesta, claramente, a falta de resultado da ação do governo regional e dos seus departamentos, numa lagoa eleita como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, na categoria ‘Zonas Aquáticas Não Marinhas’”, afirmou a deputada social-democrata em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores.

A parlamentar do PSD/Açores salientou que este ex-libris ambiental da Região e uma das imagens mais visíveis do arquipélago como destino turístico, “merece um cuidado permanente que não se compadece com nenhum tipo de inação, no que concerne à luta contra os fenómenos de eutrofização”.

“Presentemente, e por observação direta, não só a partir das margens da lagoa, mas também de vários pontos mais altos, ao nível das cumeeiras, é possível verificar que o problema das microalgas é real e preocupante. E a situação atual tenderá a agravar-se com a subida da temperatura ambiente que marcará os meses de verão”, sublinhou.

Catarina Chamacame Furtado explicou que os chamados “‘blooms algais’, como os que cada vez mais têm vindo a surgir na Lagoa das Sete Cidades, são um forte indicador da degradação da qualidade daquela massa de água”.

“Também se acentuou o crescimento das macroalgas invasoras, as quais, para além de também contribuírem para o processo de eutrofização, fornecem proteção às carpas, espécie piscícola invasora, cujo controlo populacional tem sido completamente descurado”, denunciou.

Segundo a deputada social-democrata, “as carpas contribuem igualmente, e de forma muito ativa, para o processo de eutrofização, uma vez que promovem a dispersão dos sedimentos existentes no fundo da lagoa, os quais concentram grande parte dos nutrientes que afetam o estado trófico da lagoa”.

A parlamentar recordou ainda que, de acordo com o Plano de Ordenamento das Bacia Hidrográficas da Lagoa das Sete Cidades, “é interdito, além de outras ações ou atividades, o acesso de bovinos, ovinos e caprinos” às margens da lagoa, numa faixa de terreno com 50 metros de largura.

“Apesar da interdição atrás identificada, são recorrentes as situações de acesso de gado, especialmente bovino, situações essas que afetam negativamente a qualidade da água”, disse.

Catarina Chamacame Furtado pretende, por isso, que o governo regional explique se implementou medidas, no âmbito agrícola, “para permitir a reconversão de métodos de produção”, bem como se concedeu apoios “ao rendimento dos agricultores obrigados a cumprir com a legislação sistematicamente em vigor e ao eventual abandono da atividade”.

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