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Estratégia eleitoral do PS prejudica obras e interesses do Faial

O PSD/Faial pronunciou-se sobre os investimentos em obras públicas na ilha, considerando que os mesmos “obedecem a duas regras perniciosas: nunca são realizados no tempo em que são prometidos e quase sempre são divididos em fases e mais fases”.

Para a CPI presidida por Estêvão Gomes, os faialenses ficaram agora a conhecer “essa nova regra, pois as obras são colocadas a concurso com um preço aparentemente baixo, levando as empresas a não concorrerem ou a fazê-lo com preços superiores aos que constam do caderno de encargos dos concursos”, explicam.

“Aconteceu assim com a segunda fase do reordenamento do porto e com a intervenção na estrada interior entre o Largo Jaime Melo e a Ribeira do Cabo”, lembram.

“E agora, também com a requalificação da Frente Mar levando a que aquela intervenção, prometida pelo menos desde 2008, não tenha ainda sido executada”, criticam os social democratas.

Em relação à referida obra – a Frente Mar – o PSD local acusa a Câmara da Horta e o Governo Regional “de terem feito promessas, assinado protocolos e contratos ARAAL, terem tirado muitas fotografias para fazer notícias e folclore político, bem ao jeito do atual presidente da câmara”.

Recorde-se que, neste ano eleitoral, foi apresentado o projeto daquela intervenção “com várias unidades de execução, a nova terminologia encontrada para as fases de construção, estando a última prevista para 2023. 2023, se tudo correr bem”, sublinham.

O PSD/Faial refere ainda que, na última reunião de câmara, foi anulado o concurso relativo à primeira unidade de execução, que incluía as requalificações do Adro da Igreja das Angústias e do Largo do Infante D. Henrique, assim como a execução do parque de estacionamento da Rua de São João -, “porque o valor apresentado pela empresa que se candidatou era muito superior ao do caderno de encargos”.

“O que nos suscita ainda mais dúvidas neste processo é a abertura do novo concurso público, para a mesma empreitada, que não teve o apoio dos vereadores do PSD, com várias alterações, como o aumento em cerca de 100 mil euros do valor base, o prolongamento do prazo de execução de 7 para 10 meses e a retirada de algumas partes da obra, que ficarão ao encargo direto da Câmara, sem se perceber como isso se articulará com a intervenção a fazer pela empresa que vencer o novo concurso”, alertam os social democratas.

Para o PSD/Faial, “a obra ainda nem começou e já foi encurtada, sendo alargado o seu prazo de execução. Nada a que os faialenses não estejam habituados”, lamentam.

“A intervenção da Frente Mar tem sido aproveitada pelo atual Presidente e candidato socialista à câmara para repetidas e faustosas cerimónias públicas de propaganda eleitoral. Curiosamente, as alterações agora introduzidas no caderno de encargos, não tiveram o mesmo tratamento público”, acrescenta o PSD.

“Será que o conhecimento público da anulação do concurso e das alterações introduzidas perturba a estratégia eleitoral do PS?”, questiona a CPI presidida por Estêvão Gomes.

Ler Mais em: PSD Açores

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