Quero, posso e mando! (ou talvez não)

Quero, posso e mando! (ou talvez não)

1 de Junho, 2017 0 Por Azores Today

Donald Trump força os EUA saírem do acordo de Paris contra a própria vontade dos americanos

Por José Pacheco

Hoje, assistimos a mais uma “trumpalhada” do Donald. Não sei se é por ser o dia da criança e temos de nos sujeitar a mais uma birra do “menino”, mas a verdade é que o presidente da américa, contra mesmo a vontade dos americanos, achou que se deveria rasgar o acordo de Paris quanto ao controlo climático, ou seja, descomprometeu todo um país quanto ao compromisso já assumido do controlo climático. em que os EUA são um dos maiores países prevaricadores.

Num tempo em que cada vez mais falamos no aquecimento global, na reciclagem, no reaproveitamento energético, Donald Trump acha isto tudo uma grande mentira e nega-se a que os EUA cumpram a parte que lhes compete. Mais uma vez percebemos que os interesses económicos, neste caso, os petrolíferos, falam mais alto que o próprio futuro, que o próprio ambiente, e até mesmo, que as gerações vindoiras que têm o direito a nascerem e viverem num planeta saudável.

A China, um dos maiores poluidores mundiais, está neste momento na vanguarda do investimento e investigação das energias renováveis. Isto também já acontece há muito tempo com a Europa, especialmente em Portugal, mesmo que alguns não se vão dando conta. Qualquer pessoa, mesmo que menos atenta, apercebe-se todos os dias das noticias sobre veículos elétricos ou até mesmo  outras energias emergentes que vão aparecendo como alternativas viável ao petróleo. Esta tem sido a resposta que o mundo tenta dar aos poluentes combustíveis fosseis, e pelos vistos, vai a um passo bastante acelerado. Por outro lado, o petróleo transformou-se num produto especulativo no mercado financeiro em que muitos “tumps” deste planeta andam a ganhar biliões sem dó nem piedade.

Tump com esta posição deu um tiro no pé e está a impulsionar, cada vez mais, a China e a Europa como lideres mundiais em várias áreas, deixando para trás a todo-poderosa américa. Eu como europeu, sinto-me satisfeito. Quanto à China, sempre o disse que seria um país de futuro e não o estereótipo do país que só fabrica coisas de má qualidade. E a este respeito, para quem não sabe, é o pais que maior investimento tem feito em investigação tecnológica e científica. Quanto à democracia por lá, daria um outro artigo.

No meu entender, deveríamos começar imediatamente a banir todos os produtos fabricados pelas poluentes fábricas americanas como forma de protesto, especialmente tudo o que venha da indústria automóvel ou petrolífera dos EUA.

Finalmente, a supremacia dos EUA há muito que se vem diluindo e sinal disto é a constante descentralização das sedes das milionárias empresas tecnológicas para a Europa.

 

José Pacheco in Azores Today