PARABÉNS RIBEIRA CHÃ

Por José Pacheco

Hoje, 18 de maio, comemoramos o 51º aniversário da nossa terra, a Ribeira Chã. Apesar de já ter passado meio século, ainda podemos dizer ser uma jovem freguesia, cheia de encantos e belezas.

Mas falar deste aniversário é o mesmo que falar de João Caetano Flores, o homem, o padre, o visionário que esteve por detrás da elevação a freguesia, do então lugar da Ribeira Chã. Uma pequena localidade, quase esquecida na encosta da montanha, mas com o empenho do Padre Flores e a ajuda de muitos que por cá andavam, e ainda andam, conseguiu uma maior dignificação desta terra, que ficaria como referência histórica, social e cultural.

A 9 de Dezembro de 1956 veio para o então Curato de São José da Ribeira Chã, que passa a paróquia em 1966, por influência de João Caetano Flores. Neste mesmo ano, a Ribeira Chã passa a freguesia, processo liderado também por ele.

A sua forte liderança fez com que a Ribeira Chã ganhasse uma nova dinâmica e muitas infraestruturas como foi o caso da nova Igreja de São José e o Centro de Catequese e Cultura. Mas o seu legado também ficou marcado pela construção do Dispensário Materno-Infantil, instituição com um jardim-de-infância pioneiro na educação pré-escolar nos Açores, o Museu de Arte Sacra e Etnografia, a Casa Museu Maria dos Anjos Melo e o Quintal Etnográfico e de Endemismo Açórico. No entanto, alguns destes sonhos e obras foram desaparecendo ou sendo encerrados, na nossa Ribeira Chã, por vontade de outros e sem dar ouvidos aos que cá vivem.

Mas falar do 51º aniversário é também recordar todos aqueles que contribuíram, ao longo dos anos, para o bem-estar desta terra, e foram muitos os homens e mulheres envolvidos. A história faz-se de e com pessoas e não de rochedos. É para eles que devemos perpetuar e festejar a memória, especialmente para os mais novos, para que saibam valorizar e compreender o que foi feito e, da mesma forma, projetar novos caminhos, novos futuros.

Parabéns Ribeira Chã que bem mereces e obrigado João Caetano Flores pelo que nos ensinaste.

José Pacheco

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