SINTO-ME IGNORANTE

Por José Pacheco

Sosseguem as mentes mais perversas que ainda não é desta vez que vos regalo a pequenez das almas. A verdade é que acabei 2016 e entrei em 2017 com este estranho sentimento de pura ignorância.

Dirigi-me no final da última noite do ano às Portas da Cidade, em Ponta Delgada, uma vez que, como já é habitual, na minha terra, a Ribeira Chã, não se organiza qualquer festejo de passagem de ano, talvez por extravasar a cadência de se fazer, ou mandar fazer, um evento, digno deste nome, de seis em seis meses.

A verdade foi que lá chegando observo uma jovem em palco, muito bem acompanhada de diversas bailarinas. Logo ali começou a minha interrogação: “Quem será?”

Esta dúvida remoía-me cada vez mais a mente até porque sou um consumidor compulsivo de todos os géneros de música desde o dia que nasci, gabando-me de conhecer a maioria dos grupos musicais ou cantores em todo o mundo. Vejam lá que até conheço guitarristas no Peru e grupos de hard rock na Noruega. Este suposto conhecimento deveria poder dar-me a capacidade de facilmente identificar a artista em palco, mas não, lá continuei na minha persistente ignorância apenas reconfortada pelas parcas roupas das dançarinas.

No meio de tanta incerteza e do virar a cabeça para a direita e para esquerda numa tentativa desesperada de chegar à tal identificação artística heis que, vindo de baixo, a voz da minha filha Maria, com oito anos, que exclama “então não sabes que é a April?” enquanto continuava a cantarolar alegremente as musicas reproduzidas em palco. Naquele momento senti-me um dos mais ignorantes seres naquela praça em final de ano.

Moral da história: nada melhor que se iniciar o ano a aprender algo com os mais novos, mesmo que seja a identificar a April em palco. A verdade é que nunca sabemos tudo por mais doutos que nos possamos achar em qualquer matéria e não menos mentira que preferia ter passado para 2017 na minha terra, mas como diz um amigo: “são sortes!”.

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