Igreja portuguesa celebra 44ª Semana Nacional das Migrações de 7 a 14 de agosto

Igreja portuguesa celebra 44ª Semana Nacional das Migrações de 7 a 14 de agosto

30 de Julho, 2016 Não Por Igreja Acores

Igreja portuguesa celebra 44ª Semana Nacional das Migrações de 7 a 14 de agosto

Jul 30, 2016 | Manchete I

Igreja portuguesa celebra 44ª Semana Nacional das Migrações de 7 a 14 de agosto

Diocese de Angra estará presente no encontro nacional inspirado no tema “Migrante e Refugiado: o rosto da misericórdia”

A Igreja Católica celebra a Semana Nacional das Migrações 2016, entre 7 e 14 de agosto convidando os cristãos a ver os migrantes e os refugiados como o rosto da misericórdia.

O convite é feito a nível nacional e internacional, para a peregrinação de 12 e 13 de agosto, em Fátima, contudo, a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e a Obra Católica Portuguesa de Migrações propõem unir um momento formativo a este momento de oração, de modo a escutar as inquietações e procurar soluções para os dias de hoje.

A diocese de Angra estará representada neste encontro ao mais alto nível com o diretor do Serviço Diocesano da Pastoral da Mobilidade Humana que, em declarações ao Sítio Igreja Açores, afirmou que a mensagem deste ano nos remete para “a identificação de Jesus Cristo com os que sofrem: os abandonados, os pobres, os pecadores, os de todas as periferias e os refugiados (Cf Mt 25, 31 – 46)”.

Na entrevista concedida a este sítio informativo diocesano, o Pe Jacinto Bento sublinha que estas jornadas se realizam num “no contexto de um mundo marcado pela violência, pelo fanatismo, pela pobreza e sobretudo pelas guerras, independentemente das suas causas” e que o ideal teria sido “que a comunidade internacional tivesse impedido este descalabro, in loco” evitando a fuga à miséria e às condições extremas de pobreza, acrescentou o sacerdote.

Questionado sobre o papel reservado à igreja, o padre Jacinto Bento lembra que a instituição tem sido decisiva no acolhimento; pena é que outras instituições não tenham tido “uma intervenção mais eficaz”.

Em concreto, a igreja local tem de ser capaz de “disponibilizar estruturas, coordenar esforços à semelhança do que o Papa fez no Vaticano. Muito embora, a hospitalidade e acolhimento não dispense de tomar as necessárias medidas de segurança para a proteção dos que chegam e dos que recebem”, refere o diretor do Serviço Diocesano da Mobilidade Humana.

O sacerdote, que é pároco em São Pedro de Angra e é guia de língua portuguesa acreditado pelo Patriarcado Latino em Jerusalém, recorda que o refugiado “por muito que queiramos atenuar, nos tempos que correm e adentro das circunstâncias sobejamente conhecidas, tem sempre um rótulo associado” e que os cristãos devem ajudar a combater esse rótulo.

Quanto ao acolhimento na diocese insular, o Pe Jacinto Bento afirma que “a Diocese está disponível para receber refugiados com estruturas sinalizadas para o efeito, apesar de eles ainda não terem chegado”.

É bom recordar que nos Açores as estruturas ligadas à pastoral social e à pastoral da mobilidade humana foram as primeiras vozes a disponibilizar ajuda e a falar na necessidade de estabelecer uma rede para acolher os refugiados.

Ser cristão “É termos a capacidade de aceitação da diferença, a generosidade da partilha do que temos e somos. No fundo, é um apelo à dimensão mais radical da caridade cristã, que se concretiza nas Obras de Misericórdia Materiais e Espirituais” refere ainda o sacerdote nesta entrevista ao Sitio Igreja Açores.

“Mais do que uma ideia bonita, é aquilo que os cristãos são chamados a fazer em prol dos outros. É evidente que não é fácil mas viver o Evangelho nunca foi um caminho fácil. É assim que os cristãos devem fazer a diferença”, conclui o sacerdote.

Fonte: Igreja Açores