Autonomia é instrumento privilegiado de afirmação da diáspora açoriana

Autonomia é instrumento privilegiado de afirmação da diáspora açoriana

28 de Junho, 2016 Não Por Azores Today

6144O Diretor Regional das Comunidades afirmou hoje, no Rio de Janeiro, que a “Autonomia também é um instrumento privilegiado de afirmação da diáspora açoriana no mundo”, através do qual muito se tem contribuído para o aprofundamento das dinâmicas socioculturais das sociedades onde os Açorianos se encontram estabelecidos.

Paulo Teves, que falava na entrega de prémios da Taça da Autonomia – Torneio de Futsal entre as Casas dos Açores da América do Sul, destacou “o percurso destas instituições e de muitas outras, em várias partes do globo, como resultado da vontade dos Açorianos emigrados e dos seus descendentes que, mesmo fora do espaço insular, muito contribuem para a construção e progresso da Região”.

Nesse sentido, salientou que assumem “uma relevante importância na promoção do destino turístico, na divulgação das potencialidades do arquipélago e mesmo no relacionamento institucional e político entre os Açores e as províncias e estados de acolhimento”.

“Como indispensável ativo na valorização dos Açores e, consequentemente, de Portugal, o Governo Regional tem apoiado, através de uma estreita e permanente parceria, as dezenas de organizações comunitárias açorianas”, frisou Paulo Teves, acrescentando que esta cooperação “tem permitido à representação açoriana na diáspora uma adaptação e uma resposta, sobretudo, na divulgação dos Açores de hoje, divulgando as suas potencialidades nos mais diversos quadrantes e motivando a participação de jovens açordescendentes, com base no trabalho em prol da preservação da identidade açoriana”.

Paulo Teves, que entregou nesta cerimónia a Taça da Autonomia à Casa dos Açores do Rio de Janeiro, vencedora do torneio, manifestou a “satisfação do Governo dos Açores em estar presente nesta iniciativa”, destacando o “enorme simbolismo de celebrar 40 anos de Autonomia Açoriana fora do espaço arquipelágico, o que simboliza e reforça a ideia de que, onde houver um Açoriano, um açor descendente há, sem dúvida, Açores”.

O Diretor Regional das Comunidades salientou ainda que a realização desta competição, que reuniu muitos jovens açordescendentes, significa a “aposta do Executivo açoriano na promoção de uma política de maior aproximação aos Açores junto deste público específico”.

Nesse sentido, adiantou que o Curso de Formação Açores 2016, que juntará 16 jovens de diversas comunidades açorianas, em julho, nas ilhas Terceira, Graciosa, Santa Maria e São Miguel, integra um conjunto de ações consertadas com as diversas Casas dos Açores tendo em vista “proporcionar aos mais jovens um conhecimento mais aprofundado da realidade atual dos Açores”.

A Taça da Autonomia – Torneio de Futsal, contou com a participação de mais de três dezenas de atletas, representando as Casas dos Açores do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina, no Brasil, e a Casa dos Açores do Uruguai, bem como dezenas de apoiantes de cada instituição.

Na final da competição, a Casa dos Açores do Rio de Janeiro defrontou a Casa dos Açores de Santa Catarina, sagrando-se campeã com uma vitória por 3-2.

Nesta iniciativa, que teve como objetivo, para além de assinalar os 40 anos de Autonomia, a dinamização do associativismo comunitário açoriano junto dos mais jovens, estiveram também presentes o Cônsul Geral de Portugal no Rio de Janeiro, Nuno Bello, e Henrique Whuck, descendente de pai açoriano da ilha Terceira, que foi eleito, em 2014, o Melhor Jogador do Mundo Futebol de 7 e atualmente representa o Club de Regatas Vasco Da Gama, do Rio de Janeiro.

Neste torneio foram homenageados três jogadores da primeira equipa da Casa dos Açores do Rio de Janeiro de 1958, todos emigrantes oriundos da ilha Terceira.
GaCS/DRCom