Primeira incineradora nos Açores começa esta semana a pôr eletricidade na rede

A única incineradora nos Açores começa esta semana a fornecer, de forma permanente, energia à rede elétrica, anunciou o administrador da infraestrutura, Paulo Monjardino.

“Espero que consigamos fazer a ligação permanente ainda esta semana”, afirmou Paulo Monjardino, acrescentando que “a estimativa de produção, dependendo da hora do dia, deve variar entre os seis e os 13 por cento, mas em média andará entre os oito e os nove por cento”.

A central de valorização energética, um projeto da Empresa Intermunicipal de Gestão e Valorização Ambiental da ilha Terceira, detida pelas câmaras da ilha Terceira, que tem suscitado críticas de partidos políticos e associações ambientalistas, custou 36,5 milhões de euros, emprega 25 pessoas e deverá estar concluída em abril.

Paulo Monjardino referiu que desde a semana passada decorrem testes de ligação à rede elétrica da ilha Terceira que “têm corrido muito bem” e que têm servido para “fazer ajustes”.

“Os testes implicam entrar na rede, depois sair gradualmente e depois intempestivamente”, explicou o responsável, garantindo que “a performance da central está acima do esperado”.

Segundo disse Paulo Monjardino, a incineradora, que corresponde a 80% do projeto, está concluída, estando agora em construção mais dois equipamentos para que todo o projeto fique terminado.

“Nós, para termos resíduos com maior poder calorífico, precisamos de duas coisas que ainda não estão a funcionar: Um sistema de trituração e um sistema de processamento de resíduos animais, ambos em construção”, revelou o administrador, que estima receber por ano, só da ilha Terceira, 25 mil toneladas de lixo doméstico, oito mil toneladas de resíduos animais, três mil de resíduos de mobiliário e uma a duas mil toneladas de resíduos não perigosos.

No entanto, se a quantidade de resíduos produzidos na Terceira e nas restantes ilhas dos grupos central (Graciosa, Pico, São Jorge e Faial) e ocidental (Corvo e Flores) não for suficiente para garantir a capacidade de processamento anual prevista, que é de 40 mil toneladas, há a possibilidade de se processar entre cinco a oito mil toneladas por ano do passivo do aterro, de acordo com Paulo Monjardino.

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