POR AQUI, FUI AOS GAIAFOS, OU DIZ-SE ARAÇÁS POR AÍ?

POR AQUI, FUI AOS GAIAFOS, OU DIZ-SE ARAÇÁS POR AÍ?

29 de Setembro, 2015 Não Por Roberto Medeiros

12006594_10153370209168096_2725033331195671213_oDepois de uma noite de trovoada, de chuva patacado (em quantidade), o sol nasceu brilhante, os pássaros voltaram a cantar de novo e o Outono que gostaria de estar a marcar presença, porque já deu entrada no calendário deste ano, voltou a ser empurrado pelo Verão que teima em permanecer na minha Caloura e consequentemente, com menos força no resto dos Açores…já se sabe & bem entendido!
Quanto aos “gaiafos”, como se diz em Água de Pau, o melhor é comê-los na árvore. Sempre ouvi dizer isso na minha terra, mas, os que apanhei hoje, foram direitinhos para a senhora que colocou a minha pessoa no mundo, por serem uma das suas frutas favoritas. Apesar da chuvada forte dessa noite ter posto muitos para o chão, ainda sobraram alguns bem amarelinhos e doces, a julgar por aqueles que “papei” na árvore.
Essa coisa de “papar”, dizia-se muito em Água de Pau. Sobretudo, depois do tempo em que ainda andava por cá o “Papo-lá-isso”, que ganhou esse nome enquanto “vinhateiro” do prédio da Caloura, hoje conhecido por “Alta Mira Bunglows”. Esta propriedade era então do meu padrinho do baptismo, Rui Barreto Tavares do Canto.
O “Papo-lá-isso” foi avô do Dr. Stephen Cabral, professor universitário do Bristol Community College de Fall River e da Bridgewater State College. Mas, essa é outra história para eu contar outro dia.

RoberTo MedeirOs em visita aos gaiafeiros na sua casa, na Caloura!