Rede de trilhos homologados da ilha Terceira vai “mais do que duplicar” este ano, anuncia Vítor Fraga

Rede de trilhos homologados da ilha Terceira vai “mais do que duplicar” este ano, anuncia Vítor Fraga

22 de Junho, 2015 Não Por Azores Today

4500O Secretário Regional do Turismo e Transportes anunciou, em Angra do Heroísmo, que, no decorrer deste ano, a rede de trilhos homologados na ilha Terceira “passará de cinco para oito”, aumentando de 28,5 quilómetros, para 58,5 quilómetros, ou seja, “mais do que duplicando a oferta existente”, salientando que um desses trilhos, o da ‘Rocha do Chambre’, foi inaugurado esta semana.

O Secretário Regional, que falava quinta-feira na apresentação do 17.º Festival AngraJazz, frisou que existem na ilha Terceira vários fatores que devem ser “valorizados e dinamizados”, apontando a riqueza histórico-cultural, a zona antiga de Angra do Heroísmo classificada como Património Mundial, as festas populares, nomeadamente as Sanjoaninas e as Festas da Praia, os Impérios do Espírito Santo, a gastronomia, as experiências espeleológicas, nomeadamente na Gruta do Natal e no Algar do Carvão, o mergulho arqueológico, o turismo náutico, tirando partido das magníficas condições da baía da Praia da Vitória, e também os trilhos pedestres.

“Estes são alguns dos fatores-base que deverão estar na origem do desenvolvimento dos produtos turísticos que partem dos nossos empresários, porque são estes os fatores que poderão influenciar quem decide o seu local de férias a optar por nós, em detrimento de outros destinos”, afirmou.

Vítor Fraga frisou ainda que “hoje vivemos uma nova realidade, fruto de termos também novas acessibilidades, que tornam mais fácil e mais barato, chegar à nossa Região”, acrescentando que, apesar de este não ser um fator diferenciador no contexto da oferta de um destino turístico, “permite-nos ter acesso a novos segmentos de mercado, que privilegiam a comunicação online, onde somos obrigados a ter uma estratégia de comunicação direcionada para o cliente final”.

“Esta é uma oportunidade que nós não podemos desperdiçar”, alertou o Secretário Regional, salientando, no entanto, que esta oportunidade também “traz algumas obrigações”.

“Obriga-nos a ter estratégias de marketing e, no caso concreto das entidades privadas, estratégias de vendas assentes nas plataformas digitais e de ‘social media’ com o objetivo muito claro de captação do cliente final”, afirmou.

Vítor Fraga referiu ainda que “este esforço que se exige das entidades privadas para acederem a estes novos segmentos de mercado tem, contudo, um retorno efetivo, que passa acima de tudo pelo aumento da rentabilidade do seu negócio”, obrigando também a que estas entidades “apostem de uma forma clara e inequívoca na qualificação e diferenciação do seu produto, sendo fundamental esta visão, como resposta às novas exigências e tendências da procura”.

O Secretário Regional lembrou ainda que o Governo dos Açores vai apoiar a criação e a implementação do Plano de Animação Turística da Ilha Terceira.

“Um destino turístico constrói-se naturalmente com a conjugação plena de esforços entre entidades públicas e privadas, como é bem prova o festival que hoje aqui estamos a apresentar. O Governo dos Açores continuará assim a desenvolver este trabalho conjunto com os nossos empresários, certo, porém, que o trabalho de uns nunca substitui o trabalho de outros”, salientou.

O titular da pasta do Turismo recordou que os Açores “são claramente um destino turístico de natureza, com uma oferta assente no património natural, edificado e cultural”.

“A diversidade e os fatores diferenciadores de cada uma das nossas ilhas são verdadeiramente determinantes na valorização daquilo que se pretende como destino turístico”, frisou.

Vítor Fraga felicitou a Associação Cultural Angra Jazz pelo “espírito não só pioneiro, mas também ambicioso, que exemplifica bem o dinamismo, aqui numa vertente artística e cultural, que, no fundo, se deseja que seja replicado a todos os níveis, na nossa Região”.

“O Angra Jazz assume-se hoje como uma referência, como um dos melhores festivais de jazz do nosso país, um dos melhores festivais de jazz da Europa e provavelmente um dos melhores festivais de jazz que se realizam por este mundo fora”, afirmou Vítor Fraga, salientando que este festival é também “uma referência enquanto cartaz turístico da Região, em plena época baixa, tendo a mais-valia de, por um lado, projetar a Região, em geral, e a ilha Terceira, em particular, tanto a nível nacional como internacional, mas, por outro lado, também tem a capacidade de captar fluxos turísticos diretamente associados ao evento, contribuindo assim para atenuar os efeitos da sazonalidade”.

GaCS/HB