O deputado do PSD/Açores eleito pelas Flores questionou o Governo regional sobre o calendário previsto para o início da intervenção “urgente” na Escola Básica e Secundária das Flores, cujo estado de degradação já levou ao encerramento de quatro salas de aulas, pouco depois de a infraestrutura ter sido alvo de “obras de cosmética” que “não resolveram os problemas graves”.

Bruno Belo, num requerimento entregue no parlamento açoriano, alerta para as consequências do estado de degradação da escola – infiltrações na ala que acolhe o primeiro ciclo ou fissuras no pavilhão desportivo – para a “segurança dos alunos, professores e assistentes operacionais”, salientando o seu impacto no “funcionamento da instituição e no rendimento dos alunos”.

A Escola Básica e Secundária das Flores foi recentemente intervencionada, uma obra no valor de cerca de 130 mil euros, “mas o resultado desta intervenção está à vista”, lamenta. O Comunicado do Conselho de Governo de 7 de novembro refere que foi deliberado pelo executivo açoriano autorizar o lançamento do concurso público para a empreitada de requalificação daquela escola.

A natureza da intervenção e o calendário, porém, não são conhecidos, bem como o relatório da última avaliação técnica ao edifício, informação que o deputado social-democrata açoriano eleito pelas Flores exige no requerimento enviado hoje ao executivo regional.

Bruno Belo estranha que o Governo, nomeadamente o seu vice-presidente, Sérgio Ávila, procure convencer os açorianos de que as contas da Região são as melhores do país e da Europa, como tem vindo a repetir, mas depois não haja recursos financeiros para executar obras urgentes.

“Face ao discurso do senhor vice-presidente do Governo e o adiamento sucessivo de uma intervenção inadiável, só podemos concluir que o Governo está bem mas as pessoas estão mal. Há duas formas de ver a coisa pública: ou é de todos ou não é de ninguém. E a Escola Básica e Secundária das Flores parece que não é de ninguém”, indica o parlamentar social-democrata.

Bruno sublinha ainda que “exercer o poder não é a mesma coisa que ocupar o poder” para concluir que a incapacidade de resposta do Governo regional a um problema das Flores revela também “a falta de autoridade do chefe do Governo regional”, já que, perante a inação dos membros do seu executivo, Vasco Cordeiro “ainda não foi capaz de se envolver na resolução deste caso”.

Fonte: PSD Açores

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