O grupo parlamentar do PSD/Açores votou contra a proposta de Plano e Orçamento da Região para 2018 do Governo, depois de ter feito depender o seu sentido de voto do acolhimento da bancada maioritária do PS às propostas dos social-democratas açorianos.

Mónica Seidi, deputada e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, numa declaração de voto depois da votação dos diplomas, salientou as diferenças entre o PSD/Açores e a governação socialista da Região que já leva mais de 20 anos e que desperdiçou esta “oportunidade para uma rutura na forma de fazer política nos Açores”.

“Este era o momento de privilegiar a economia privada, o equilíbrio da sociedade e a qualidade da democracia”, afirmou, frisando que “a tudo isto o PS disse não”.

Entre as muitas propostas de alteração do PSD/Açores humbadas pela maioria socialista estão a redução de impostos nos Açores e a redução das passagens aéreas inter-ilhas, “num momento em que o Governo vai embolsar a maior receita fiscal de sempre” – quase 700 milhões de euros em impostos em 2018.

“Para o PSD/Açores, baixar impostos e reduzir o preço das passagens aéreas inter-ilhas é essencial para que haja mais investimento e emprego. O PS não quis. O PS prefere um Governo rico à custa das famílias e das empresas porque para o PS a economia gira à volta do Governo”, notou.

A deputada condenou ainda o chumbo da bancada do PS, que suporta o Governo, às propostas para ajudar os açorianos que mais precisam, nomeadamente os idosos e as crianças e as propostas do PSD/Açores para apoiar as instituições de solidariedade social.

“O PS recusou porque o PS prefere só fazer aumentos em ano de eleições”, lamentou.

O PSD/Açores apresentou também propostas para melhorar a qualidade da democracia, a transparência e para melhorar os mecanismos de prevenção e de combate à corrupção. Entre as medidas para melhorar a transparência, o PSD/Açores propôs a criação de um Instituto Regional de Estatística dos Açores livre e independente do Governo, com um presidente eleito por maioria de dois terços do parlamento açoriano.

O PS rejeitou essa proposta “porque prefere usar a administração pública para fins partidários”, explicou, acrescentando que “enquanto para o PSD/Açores uma democracia de qualidade depende de uma administração pública livre de influências partidárias, para o PS o controlo da administração pública é uma via para se manter no poder”.

Mónica Seidi considera, por isso, que o debate sobre os documentos orçamentais propostos pelo executivo açoriano “deixou à vista de todos as diferenças entre uma governação socialista de 20 anos que já só apresenta novos slogans para a velha propaganda e o projeto social-democrata de alternativa que tem uma visão positiva e defende uma rutura com as políticas de sempre”.

Fonte: PSD Açores

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